Área de gás em navio é mais propícia a explosões

Por Maíra Teixeira | - Atualizada às

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Especialista diz que plano de contingência é treinado sistemática e criteriosamente; fuga tem de ser em helicópteros

Qualquer acidente em um navio-plataforma FPSO segue um plano de contingência para mitigar e isolar a área central de risco, segundo Edson Rocha da Silva, responsável pelo setor naval da Confederação Nacional dos Metalúrgicos. 

"Esse tipo de embarcação, que produz e estoca derivados de petróleo e gás, possui sistemas e equipamentos que isola automaticamente trechos da embarcação, com áreas de fugas que são treinadas e conhecidas pelos trabalhadores de forma sistemática, semanal. Mas como o gás é mais volátil que o óleo, a combustão é mais propícia e qualquer centelha pode levar o gás à queima rapidamente."

Leia mais: Explosão em plataforma da Petrobras mata três e deixa 4 feridos no ES

Silva explica que o navio-plataforma tem múltiplas funções. Faz desde a extração do óleo e gás, passando pelo refino preliminar, e a estocagem. "Os elementos produzidos e extraídos podem ir para terra por meio de gasoduto, plataformas intermediárias ou transporte de embarcações menores [navios gaseiros e petroleiros]." 

Silva explica que os treinamentos de fuga nesse tipo de local, além de serem constantes, determinam as atitudes a tomar, quem abandona a embarcação, que organiza a fuga. O dirigente afirma que a recomendação é que a fuga seja sempre feita em helicópteros.

Uma grande explosão na plataforma da Petrobras no litoral Norte do Espírito Santo deixou  ao menos três mortos e quatro feridos, nesta quarta-feira (11). Até às 16h30, 32 pessoas que estavam embarcadas já haviam sido resgatadas e seis ainda estavam desaparecidas. O navio-plataforma FPSO Cidade São Mateus, fica na região de Aracruz, no Espírito Santo. A Petrobras ainda não se pronunciou sobre o assunto.


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