Nível do Cantareira sobe para 5,6%, quarta alta consecutiva

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Chuvas constantes eleveram ainda o nivel de todos os sistemas monitorados pela Sabesp; fim de semana será chuvoso

O nível do sistema Cantareira registrou a quarta elevação consecutiva, ao passar de 5,4% na sexta-feira para 5,6% neste sábado (7), segundo dados da Sabesp.

Segundo o Climatempo, a situação está longe de se normalizar, pois recuperação dos reservatórios ainda é pequena
Futura Press
Segundo o Climatempo, a situação está longe de se normalizar, pois recuperação dos reservatórios ainda é pequena

Ao contrário da pouca chuva de janeiro, o sistema conseguiu captar quase a metade da média histórica prevista para fevereiro, acumulando, em apenas seis dias, 85,1 milímetros de pluviometria ante 199,1 milímetros do esperado para todo o mês.

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No Sistema Alto Tietê, o índice de armazenagem teve elevação mais expressiva do que no Cantareira, passando de 11,5% para 12,1%. Desde o início de fevereiro o sistema recebeu 81,3 milímetros de água de chuva ante a média para o mês todo de 192 milímetros.

No Guarapiranga, segundo maior reservatório de São Paulo, o nível passou de 49,8% para 51,1%, somando desde o começo do mês 91,6 milímetros de chuva ante a média histórica para fevereiro de 192,5. No Alto Cotia, o índice aumentou de 30,6% para 32,2% milímetros, com um acumulado de chuva em 98,2 milímetros ante a média de 178,9.

No Rio Claro, o nível, hoje, é 30,9% ante 30,4% registrado nessa sexta-feira (5), com um acumulado de chuva em 65 milímetros ante a média de 237,8 milímetros. E, no Rio Grande, o nível subiu de 76,4% para 78,2%. Nesse sistema já choveu 91 milímetros nos últimos seis dias. A média esperada para todo o mês é de 206,1 milímetros.

Vaca caminha pela Represa Jacareí, no dia 29 de janeiro: normalmente ali teria água. Foto: Futura PressSituação calamitosa da Represa Jacareí, parte do Sistema Cantareira, no dia 29 de janeiro. Foto: Futura PressCarro no meio na Atibainha devido ao baixo nível da represa: cenário desolador. Foto: Futura PressPedalinhos inutilizados na Represa Atibainha, parte do Cantareira, em janeiro. Foto: Futura PressRepresa Atibainha, em janeiro de 2015. Foto: Futura PressLixo surge na Represa de Atibainha, em janeiro. Foto: Futura PressEm protesto contra a falta de água, governador Geraldo Alckmin é ironizado por manifestantes (26/01/2015). Foto: AP PhotoEm São Paulo, moradores organizaram uma passeata contra a falta de água. Foto: AP PhotoMoradores protestam contra a falta de água em São Paulo (26/01/2015). Foto: AP PhotoProtesto 'Banho Coletivo na casa do Alckmin', na manhã desta segunda-feira (23), em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: Futura PressFalta de água em São Paulo se agrava e motiva protestos . Foto: AP PhotoRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em setembro; veja mais imagens da situação dos reservatórios do Sistema Cantareira. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura PressSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia Stavis




Segundo o Climatempo, a chuva deste comecinho de fevereiro deu até uma animada em São Paulo, mas os dados mostram que não ocorreu tanta chuva assim. Segundo dados dos Instituto Nacional de Meteorologia, até o dia 7 deste mês de fevereiro choveu aproximadamente 22% do esperado para um mês normal de fevereiro, ou seja, nada além da normalidade.

Segundo dados da Sabesp choveu um pouco mais sobre o Cantareira e já superamos os 40% do normal esperado e o sistema replecionou (subiu) cerca de 0,6% nesta última semana.Ou seja, muito pouco para quem está tão baixo.

A Climatempo prevê que chova entre os dias 7 e 20 de 80 a 100 milímetros de chuva. "Desta forma, ainda faltará cerca de 25% para atingirmos a média normal, que é de cerca de 220mm. Não há previsão de formação de nenhum super sistema capaz de reverter esse quadro na última semana deste mês."

A partir de meados de março, a chuva deve diminuir novamente.

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