Assista à entrevista com Arthur Chioro, ministro da Saúde

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Este é o segundo hangout promovido pelo PT com ministros da presidente Dilma Rousseff

Arthur Chioro é o entrevistado desta quinta (5) em hangout promovido pelo PT com os ministros da presidente Dilma Roussef. O primeiro entrevistado da série foi Juca Ferreira, ministro da Cultura, na semana passada. 

Chioro é médico sanitarista e doutor em Saúde Coletiva pela Unifesp (SP). Além disso, ele é professor universitário, pesquisador nas áreas de gestão e planejamento em saúde. O ministro fez parte da gestão do Ministério da Saúde entre 2003 e 2005 como diretor do Departamento de Atenção Especializada. É ministro da Saúde desde fevereiro do ano passado, ainda no primeiro mandato de Dilma.

Assista à entrevista ao vivo:


Orçamento ainda não foi aprovado pelo Congresso.

Projeto de lei é de 109 bilhões, e 99 são destinados 


O Mais Especialidades será feito com recursos novos


Em 1988, houve uma opção por não ter um sistema estatal, mas de característica mista. Se estabeleceu um pedaço para pessoas que fazem adesão para os planos de saúde. Duas coisas são importantes: o preço. Houve muita inovação e incorporação tecnológica. Por outro lado, apesar de ter expandido o SUS (Saúde da Família: 130 milhões de brasileiros e SAMU: 173 milhões).

As pessoas têm plano de saúde mas confiam, lutam pelo SUS. Este é o sonho de todo militante do SUS, 


"Sou ministro da Saúde, não do SUS" e garantir a todos os brasileiros que têm o direito o acesso ao sistema de saúde de qualidade.

Qdo a gente fala de plano de saúde (22 mi em 2002 e hoje 52 milhões) temos de garantir que o beneficiário tenha o retorno daquilo que ele comprou, por isso é importante nossa cobrança junto às operadoras. Não dá para simplesmente sair vendendo.

Cursos de Medicina

Tem gente que acha que o Mais Médico é só colocar médicos nas cidades, mas ele é muito mais do que isso. Serão 63 milhões de brasileiros que não tinham atenção básica à saúde.

Dois outros eixos: melhorar a infraestrutura dos serviços (reforma de UBS) e expandir as vagas de medicina. Desde setembro de 2013, já abrimos mais de 4400 vahas em escolas públicas e privadas em todo o País. Nese momento, tem um edital em que 39 cidades para que as insituições concorram entre elas para abrir escolas nessas cidades, com compromissos quali e quantitativos.

11500 novas vagas arpe 2017, priorizando Noirte, Nordestre e Centro Oeste

Há uma medida extremamente importante que é a avaliação seriada: 2º, 4º e 6º ano para avaliar não só o aluno, mas o ensino, a instituição. Para que a sociedade tenha interferência mais qualitativa.

Não adianta um exame como de ordem, o que precisa é garantir que a formação seja de qualidade. Não se pode achar que qualidade em saúde depende só do médico: é um conjunto, é um sistema.

COmo fiscalizar o repasse do dinheiro do SUS?

São vários mecanismos: 1º: o MS não contrata diretamente nenhum hospital. Eke formula as po´~iticas, papctua com estados e municípios e transfere os recusos para cofinanciamente e monitora se as políticas estão sendo feitas de forma adequada.

Nós queremos valorizar o parto normal, diminuição da mortalidade materna e infantil. COmpete a nós monitorar como vai a taxa de cesariana.

"Inaceitábel sob aspecto, éico, ´tencio, gerencail, ecopnomico. Nada justitica o que vivemos hoje na saúde

O que nos motiva não é de ordem econômica, é um compromisso com a saúde pública. Vivemos uma epidemia de cesariana. Há 10 anos, a área privada tinha 75%, agora tem 84%. No SUS, são 40%. OS EUA trabalham com 28%. Nâo é problema de ordem econômica. 

Nada justifica. O que não podemos é continuar observando parados. Decidi tomar a decisão por análise técnica e qdo tive acesso a um ofício de um hoispital privado em que o diretor clinico comunicava que o centro obstétrico só funcionaria para procedimentos de segunda a sexta em horário comercial.

No caso da área pública, temos a Rede Cegonha.

Vamos trabalhar juntos com a ANS. Já conversei com CFM, hospitais privados. Precisamos inverter essa lógica.

Não dá para admitir violência obstétrica. Não dá para admitir que a natalidade é 24% maior na cesária do que no parto natural.

Não se trata de condenar a cesariana - bem indicada, ela salva vidas, e nem de interferir no direito da mulher: queremos que ela tenha uma análise sobre sua escolha de maneira mais livre e soberana.

"Não sou eu como ministro, nem o dono, é o encontro entre a gestante e o médico".

Mais médicos

Nós temos neste momento uma situação muito diferente: hoje, o programa tem credibilidade. as prefeituas, a população tem uma avaliação excelente: 94% avaliam como muito satisfatório (UFMG)

Mais de 80% dos problemas são resolvidos na atenção básica e por isso impacta na qualidade do atendimento de quem precisa de serviços especializados.

Hoje, 73% dos óbitos são por doenças crônicas, que exigem diagnóstico, prevenção e tratamento por toda a vida. 

SUS

Dinheiro de fora nos planos de saúde

Esgotada a capacidade pública, abre-se o processo licitatório para a contratação de serviços privados, com prioridade para os filantrópicos.

Capital internacional já opera em 

Vai caber à ANS 

Acontece uma certa promiscuidade. Um padrão de utilização que quando não interessa manda o usuário para o SUS e não assume a responsabilidade.

Pergunta do iG

"É inadmissível a cobrança por fora". Isso só vai terminar mal. No caso dos planos de saúde, há uma livre negociação entre as entidades médicas e as operadoras de saúde.

No âmbito do SUS, queremos acabar com a tabela. 

Ex

UPA: 24 horas a estrutura está lá. Não faz sentido cobrar por procedimento. EM áreas de alta complexidade, vamos precisar de serviços de referência. Queremos desmontar essa lógivca: hoje 54% dos recursos passados já não são mais por tabela. 

Santa Casa: o que se pratica quando entram os recursos de incentivo do MS e da secretaria e do municpioe é 2,9 vezes a tabela. Mas na hora da negociação é mais fácil falar da tabela. 

Todo mundo sabe que este é um modelo ultrapassado. Isso gera muitas distorções. Queremos fazer avanços ainda que tenhamos de lidar com 

Exames

Estamos melhorando a qualidade da atenção básica e a conectividade: com a tecnologia, os procedimentos e os médicos podem conversar

ex: lesão de pele. o generalista pode conversar com um dermato.

"O paciente mais grave tem de ser prioridade. Não é justo que a fila seja única"

A regulação do acesso é importante.

Há estudos que mostram as taxas de falta e absenteísmo muito grandes.

Mais especialidades

Oftalmologia, ortopedia e cardiologia devem ser as primeiras áreas do Mais Especialidades.

"Hoje, quando o médico diz que o paciente precisa passar por um ortopedista, é o paciente quem tem de achar o médico

A ideia é que a equipe seja responsaábel pelo canols, ecxame, procedimento clínico e reabilitação, caso precise. Psicoterapeuta, nutricionais, quem for necessário.

Especialidade resolutiva: o de cima

Tratamento contínuo: Cardiopatia grave, doença renal crônica

Não vamos pagar um tanto para cada procedimento, mas vamos remunerar o cuidado integral, para que o tratamento tenha começo, meio e fim. E vamos respeitar as singularidades, para identificar o que tem maior estrangulamneto.

Desospitalização

Estamos estimulando a internação domiciliar. Desospitalizar é uma prática reconhecida internacionalmente e que dá muitos resultados.

Outra ação é colocar em liberdade quem ainda vive em manicômios, psiquiátricos. Internar quando necessário só em hospitais convencionais e acompanhar em serviços especializados.

Preserva a dignidade, a autonomia, não rompe vpinculos economicos e sociais. Se a pessoa rompe os laços, gera cronificação segregação, futuras injustiças.

São milhares de brasileiros que n]ãpo cometeram cvrimes mas foram condenados a viver em condições subumanas.

Cada leito recee de 5 a 6 pacientes ao mês. Mas o grande beneficiario é o usuário que passa a ter mais dignidade.

Revalidação

Se tivéssemos usado todos, não teríamos atendido 4 milhões de brasileiros. Por outro lado, o governo prioriza. Hoje temos 1,8. queremos em 2026 a 2,7. Chegar a 600 mil médicos.

Mais médico não é paliativo

O Estado brasileiro não abrirão mais mão de fazer planejamento de médio e longo prazo da formação da mão de obra








Temos uma lacuna que é a ausência das autoridades no cumprimento de suas obrigações

"Cada esfera de governo precisa cumprir melhor suas partes"

Aqui no Brasil temos trê sesgferas autônomas que precisam construir definição de responsabilidades e cumprimento de seus papéis. Ainda temos de aprofundar essa discussão e dar mais transparência para que esses pactos possam se efetivar"





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