Indíos kayapós bloqueiam entrada do Palácio do Planalto

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Entre as demandas dos índios está a renovação do Plano Básico Ambiental relacionado à pavimentação da BR-163, no Pará

Agência Brasil

Um grupo de cerca de 50 índios da etnia Kayapó, armados com arcos e flechas, bloquearam a entrada do Palácio do Planalto na tarde desta seguda-feira (2). Eles querem conversar com ministros e com a presidenta Dilma Rousseff.

Os Kayapó vivem em aldeias dispersas ao longo do curso do rio Xingu e afluentes, no Pará
Ibama
Os Kayapó vivem em aldeias dispersas ao longo do curso do rio Xingu e afluentes, no Pará

Entre as demandas dos índios está a renovação do Plano Básico Ambiental (PBA) relacionado à pavimentação da BR-163 - na região de Novo Progresso, no sul do Pará -, e os problemas causados pelo impacto ambiental do empreendimento. O PBA é parte do processo de licenciamento ambiental, e tem a função de minimizar e compensar os impactos sobre a terra indígena.

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“Temos desmatamentos, a soja está se aproximando, tudo que você imaginar de desmatamento está encostando nas terras indígenas. Fomos a favor da pavimentação da Rodovia BR-163 e estávamos recebendo o PBA durante cinco anos. Aí, depois desse tempo acabou, e não passam mais o recurso. Tem vários assuntos que queremos tratar com os ministros, e queremos ser ouvidos”, relata o representante dos kayapós, Doto Takak Ire.

Representantes da Secretaria-geral da Presidência da República negociaram com os índios para que eles deixassem as armas e entrassem no Palácio do Planalto para se reunir com o secretário nacional de Articulação Social, Paulo Maldos. A intenção é tentar viabilizar encontros dos índios com integrantes do governo federal. Os kayapós querem conversar com os ministros da Justiça, do Meio Ambiente, dos Transportes e da Casa Civil, e também com a presidenta Dilma.

Apesar dos números alarmantes de violência contra indígenas no MS, o governo Dilma ainda não fez homologação de demarcações no Estado. Foto: IbamaNo total, a presidente homologou 11 demarcações, todas na região Norte, que concentra quase 100% das terras indígenas - mas só 48% da população. Foto: Reprodução / YouTubeRelatório anual do Conselho Indigenista Missionário mostra como a violência continua alta no País. Foto: André D’EliaEm Mato Grosso do Sul, onde há conflitos entre índios e empresários ligados ao agronegócio, os números são os mais altos. Foto: Vincent CarelliDesde o início do governo Dilma Rousseff, 102 indígenas foram assassinados no MS - mais de 60% do total no País. Foto: PEDRO GONTIJO / O TEMPOOs números de suicídios também são bastante altos entre os índios - e especialistas também os ligam à falta de demarcações. Foto: Marcelo Camargo / Agência BrasilSó no ano passado, 73 indígenas cometeram suicídio em MS - a maior parte deles - 72 - foi cometida por índios da etnia Guarani-Kayowá. Foto: Facebook/ReproduçãoPara a CIMI, o governo precisa ser responsabilizado pela trágica realidade vivida pelos povos indígenas. Foto: ReproduçãoÍndios protestam no Congresso contra a discriminação e por demarcação de terras, em maio. Foto: Agência Brasil

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