Agência lança campanha para incentivar leitores a escolher temas de reportagens

Por Agência Pública | - Atualizada às

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De produção independente, a Pública pede doações a partir R$ 20,00 para que leitores façam parte de seu conselho editorial

Há uma inquietação no ar. Nas redes sociais as pessoas afirmam posições, denunciam, discutem, exigem transparência, acusam os meios de comunicação tradicionais de parcialidade, superficialidade, irrelevância.

Imagem da campanha da Pública, que produz jornalismo independente por crowdfundings
Divulgação
Imagem da campanha da Pública, que produz jornalismo independente por crowdfundings

Se a crítica ao descolamento do jornalismo do interesse público é a pedra fundamental da construção de novas formas de comunicação, a enchente de opiniões despejadas diariamente na internet revela os limites do debate desprovido de informação de qualidade.

Para avançar na discussão democrática, torna-se cada vez mais necessária a dedicação e o rigor da apuração jornalística profissional, pautada no interesse da maioria da sociedade, escavada na realidade das ruas, no cotidiano das comunidades, nos dados e documentos ocultados pelo poder público e pelas empresas que dominam a política e a economia.

A independência, a isenção e a consciência de seu papel de comunicador social são qualidades cada vez mais essenciais ao repórter dos novos tempos. Mais do que nunca, é preciso ir às fontes primárias, examinar as questões sob diversos ângulos, aprofundar, checar e rechecar o apurado em campo para produzir reportagens relevantes e reveladoras, com o poder de alimentar o debate democrático e questionar os donos do dinheiro e do poder.

Reconhecer que o jornalismo é assunto sério demais para deixar a cargo apenas dos jornalistas talvez seja o primeiro passo para que os profissionais estendam as mãos aos leitores interessados em contribuir para a construção de um jornalismo independente, legitimado pela participação social.

É essa a razão de ser do Reportagem Pública 2015, quando a redação da Pública se abre à colaboração do leitor, que vai eleger os temas das investigações e contribuir com a produção das reportagens, em um diálogo constante com editores e repórteres, por ele financiados. O que parecem ser as condições ideais para a produção de informação livre e independente.

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A você, leitor, que acredita no jornalismo como instrumento do debate democrático, que considera a informação de qualidade essencial para a tomada de decisão individual e coletiva, é dedicado esse convite. Vamos produzir juntos reportagens que façam a diferença e construir juntos um novo jornalismo, capaz de municiar os cidadãos no legítimo desejo de transformar a sociedade e influir nos rumos do nosso país.

Assista ao vídeo da campanha clicando aqui

Como vai funcionar
A partir de hoje, os leitores podem participar do Reportagem Pública 2015, através das doações feitas pelo site:  http://www.catarse.me/ pt/reportagempublica2015.

Todos os doadores passam a fazer parte do nosso conselho editorial (o valor das doações é a partir de R$ 20). Os detalhes estão na página do projeto no Catarse.

Nossa meta é arrecadar 50 mil reais até o dia 7 de março. Com o dinheiro, vamos financiar dez reportagens ao longo do ano. No dia 15 de cada mês, três propostas de pauta serão colocadas para votação em um site feito especialmente para o projeto. Depois de escolhido o assunto, o conselho editorial passa a interagir com os repórteres da Agência Pública e a acompanhar de perto a produção da matéria. 

Todos vão receber dos repórteres updates e fotos feitos durante a apuração e participar da discussão em um grupo fechado no Facebook. Um dia antes da publicação em nosso site, os leitores conselheiros vão receber a reportagem em PDF no seu e-mail.

Assim que a matéria for publicada, os jornalistas da Pública ficam disponíveis para participar  de hangouts com os leitores sobre a reportagem. Também estão previstos encontros na nossa redação para reunir leitores interessados e repórteres e um dia de workshop prático sobre como planejar e tocar uma pauta investigativa.

Do ponto de vista jornalístico, o mais importante será a possibilidade de investigar assuntos que estão na ordem do dia de acordo com a prioridade dos leitores. Por exemplo: se o projeto começasse hoje, poderíamos propor investigar as propriedades rurais da nova ministra da Agricultura, Kátia Abreu; a crise da água em São Paulo e a gestão da Sabesp; ou a guerra por trás das campanhas eleitorais na internet.

Se você acompanha o nosso  trabalho e quer contribuir com nossa redação, participe!

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