Cantareira caiu de 7,2% no dia 1º para 7,1% nesta sexta; demais represas que abastecem região metropolitana também caíram

Agência Brasil

O Sistema Cantareira registra, na manhã desta terça (2), 7,1% da capacidade de armazenamento de água, de acordo com levantamento da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

O conjunto de represas é responsável pelo abastecimento de 6,5 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo. No primeiro dia de 2015, o nível do sistema estava em 7,2%. As chuvas na cabeceira dos reservatórios no mês de dezembro, que somaram 165,5 milímetros (mm), não atingiram a média histórica para o período que é 220,9 mm.

Nas demais represas que abastecem a região metropolitana, também houve queda na maior parte delas. No Alto Tietê, o nível de armazenamento caiu de 12,1% para 12%. O Alto Cotia teve uma redução de 0,4 ponto percentual, passando de 31,4% para 31%. No Rio Claro, a queda foi maior: de 32,5% para 31,9%. O Guarapiranga ficou estável em 40,6%. A situação é melhor apenas no Rio Grande, com elevação de 71,9% para 72,1%, resultado da chuva de 10,8 mm na região.


Em um cenário de crise hídrica no estado, a Sabesp mudará de gestão em 2015, conforme anunciado ontem (1º) pelo novo secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga. Assumirá o posto no lugar de Dilma Pena, que ocupava o cargo desde 2011, o engenheiro civil Jerson Kelman. Ele aguarda, no entanto, a posse no Conselho de Administração da companhia que ainda não tem data prevista.

Kelman, nascido em 1948 no Rio de Janeiro, é professor de recursos hídricos do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Entre 2001 e 2004, ele presidiu a Agência Nacional de Águas e, entre 2005 e 2008, foi diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

No último dia 18, o governo estadual anunciou novas medidas para combater a maior seca da história de São Paulo. Um dos procedimentos, a multa para quem aumentar o consumo, tinha previsão de início ontem, mas ainda aguarda autorização da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). A medida prevê que quem aumentar o consumo em até 20% terá acréscimo de 20% na tarifa de água. Se o consumo for acima desse percentual, a multa na conta da Sabesp será 50%. A média de consumo para que se verifique o acréscimo é entre os meses de fevereiro de 2013 e janeiro de 2014.

Para quem reduzir o consumo, continua até o final deste ano a concessão do bônus. Serão mantidas as três faixas de desconto atuais: redução entre 10% e 15% no consumo, bônus de 10% e entre 15% e 20%, redução de 20%. Para o consumidor que fizer economia a partir de 20%, o desconto é 30% da conta. De acordo com a Sabesp, 75% dos usuários conseguiram percentuais que garantem uma conta de água mais barata.

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