Após ser preso em flagrante em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, Sailson Graças disse ter matado dezenas por prazer

Agência Brasil

O assassino em momento de lazer: ele gostava de ver vítimas morrerem de olhos abertos
Reprodução/Facebook
O assassino em momento de lazer: ele gostava de ver vítimas morrerem de olhos abertos

O juiz Alexandre Guimarães Gavião Pinto, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu/Mesquita, na Baixada Fluminense, decretou nesta terça-feira (16) a prisão preventiva de Sailson José das Graças, de 26 anos. Ele foi detido na semana passada pelo assassinato de Fátima Miranda, 62 anos, e é apontado pela polícia como autor de uma série de homicídios na região.

Sailson foi preso em flagrante, em Nova Iguaçu, e confessou à polícia ter matado 43 pessoas nos últimos nove anos. No mesmo processo, também foram decretadas as prisões preventivas de Cleusa Balbina de Paula, mulher do assassino, e de José Messias, ex-companheiro dela, como seus cúmplices.

A decisão do juiz Alexandre Guimarães atende ao pedido do Ministério Público para que a prisão em flagrante dos três acusados fosse convertida em preventiva com base nos depoimentos prestados à polícia, nos quais Sailson disse ter praticado o crime contra Fátima Miranda a mando de Cleusa, que o sustentava com alimentação e roupas.

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Em sua decisão, o juiz destacou que “no caso os elementos probatórios já amealhados autorizam, com segurança, a custódia provisória dos três indiciados, que não possuem as mínimas condições de, por ora, aguardarem soltos o deslinde das investigações e a tramitação da eventual ação penal”.

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A Delegacia de Homicídios (DH) da Baixada Fluminense está investigando a veracidade da confissão de Sailson sobre a autoria dos outros crimes, mas pelo menos uma mulher que sobreviveu ao ataque do criminoso o reconheceu como o agressor. Parentes de mulheres que teriam sido vítimas do assassino também estão procurando a DH para colaborar com as investigações.

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