Reunião entre representantes da instituição e sindicatos foi realizada nesta terça na Superintendência Regional do Trabalho

Representantes da Santa Casa de Misericórdia e de sindicatos estiveram frente a frente nesta terça-feira (9) na Superintendência Regional do Trabalho na capital paulista para tentar equacionar mais um drama vivido pelos funcionários: o não pagamento do 13º salário.

Santa Casa de São Paulo, que vive crise financeira
Reprodução/Google Maps
Santa Casa de São Paulo, que vive crise financeira

Como saldo do encontro, a instituição pediu mais prazo para regularizar o pagamento, prometido agora para 8 de janeiro de 2015 (quinto dia útil do mês).

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Os sindicalistas devem levar a proposta para uma assembleia e o fantasma de uma greve não está descartado. A reunião deve acontecer na próxima quinta-feira (11).

Durante a reunião, o advogado da Santa Casa, Valter Galenti, admitiu que, dos profissionais sob gestão própria da instituição, 669 não receberam remuneração e aqueles que recebem um salário em torno R$ 3 mil tiveram um crédito de R$ 300 sobre a primeira parcela do 13º. Os demais 7.161 colaboradores teriam recebido os valores normalmente.

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Dos trabalhadores das Organizações Sociais (OSs) vinculados à Santa Casa, 2.794 profissionais não receberam seus salários, mas a primeira parte do 13º salário foi paga integralmente hoje.

De acordo com Galenti, a Santa Casa irá regularizar todas as pendências até o 5º dia útil de janeiro, mas a promessa foi contestada pelos sindicatos. Ao ser questionado sobre a situação dos trabalhadores até lá, o advogado da Santa Casa alegou que a instituição vai solicitar um financiamento junto à Secretaria Estadual da Saúde, em reunião agendada para esta quinta-feira (11).

Após a reunião na Secretaria de Saúde, a Santa Casa e os sindicatos voltarão a se reunir no Ministério do Trabalho e sindicalistas admitem que a tese da paralisação ganhou força.

“Todas as categorias estão de acordo com o estado de greve dos profissionais. Os enfermeiros têm cumprido as suas obrigações apesar de todas as dificuldades, mas não podemos permitir que a situação continue desta forma”, comentou Ana Firmino, uma dos diretoras do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP).

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