São Paulo começa a usar segundo volume morto da Cantareira na semana que vem

Por Wanderley Preite Sobrinho -iG São Paulo | - Atualizada às

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Expectativa da Secretaria de Recursos Hídricos é de que a primeira reserva técnica se esgote neste final de semana

A segunda cota da reserva técnica (volume morto) do Sistema Cantareira vai começar a ser explorada a partir da semana que vem, previu nesta quarta-feira (12) o secretário de Recursos Hídricos do Estado, Mauro Arce, em sabatina na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Sabesp na Câmara Municipal de São Paulo.

Ele afirmou que a primeira reserva técnica deve se esgotar neste final de semana, o que obrigaria a utilização da segunda cota. “Imaginamos que entre sábado e domingo acabe (primeira cota)”, afirmou.

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Segundo Arce, o governo do Estado avalia as autorizações legais para a retirada, uma vez que a ANA (Agência Nacional de Águas) autorizou, mas ainda há contestações judiciais. No mês passado, a Justiça proibiu a retirada da segunda reserva até que o consumo da primeira parte fosse garantida até 30 de novembro, assegurando as vazões para a bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Mauro Arce ( primeiro da esquerda pra direita) na CPI Sabesp


Rio Paraíba do Sul

Enquanto a segunda reserva não é explorada, São Paulo costura com o Rio de Janeiro a utilização de cinco metros cúbicos por segundo (m/s) do Rio Paraíba do Sul – que serve o Rio – para ajudar no abastecimento de água da capital paulista e Região Metropolitana.

De acordo com o secretario, reuniões técnicas com simulações já foram realizadas e uma proposta foi feita. “Esse assunto está caminhando bem. Existe uma posição. Já fizemos reuniões técnicas, simulações. Precisa agora de uma reunião para fechar (o acordo)”, afirmou Arce, ao lembrar que dois reservatórios ficam em São Paulo.

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O secretário lembrou que esse projeto foi apresentado na segunda-feira (10) pelo governador Geraldo Alckmin à presidente Dilma Rousseff, que receberá os detalhes dos oito projetos propostos na próxima segunda em reunião com os ministérios do Planejamento e do Meio Ambiente. “São 180 metros por segundo. Só queremos cinco metros. Esse assunto foi levado ao STF [Supremo Tribunal Federal]. O pessoal do Rio achava que tirar 5 metros do Paraíba iria prejudicar toda a população do Rio de Janeiro.”

Até que as grandes obras saiam do papel, o secretário mencionou pequenas intervenções que devem aumentar aos poucos a oferta de água à população. Segundo Arce, para que os reservatórios fiquem cheios até abril do ano que vem bastará que o volume de chuvas seja igual à media histórica. “Não só encheríamos as duas reservas técnicas como teríamos um volume útil maior do que em 2014”, completou.

Veja fotos do cenário desolador das reservas de água em São Paulo:

Represa do Jaguari, na cidade de Vargem, em setembro; veja mais imagens da situação dos reservatórios do Sistema Cantareira. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura PressSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia Stavis


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