Região do Sistema Cantareira deve ter chuva nesta quarta-feira

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Meteorologista Fábio Rocha explicou, porém, que áreas de instabilidade vão trazer apenas pancadas de chuva passageiras

Agência Brasil

Cinco dias depois da última captação de água de chuva mais expressiva na região das nascentes que alimentam o Sistema Cantareira, o principal manancial de abastecimento da Grande São Paulo, novas precipitações estão previstas para a tarde de hoje (12), segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec ).

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Represa do Jaguari, na cidade de Vargem, em setembro; veja mais imagens da situação dos reservatórios do Sistema Cantareira. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura PressSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia Stavis

O meteorologista do Cptec Fábio Rocha explicou, porém, que áreas de instabilidade vão trazer apenas pancadas de chuva passageiras sobre determinadas localidades do estado, incluindo o sul de Minas Gerais, onde ficam algumas nascentes do sistema. “Essas pancadas poderão vir fortes e acompanhadas de descargas elétricas, mas serão de curta duração e localizadas”, explicou. A mesma previsão está mantida para amanhã (13).

De acordo com o meteorologista, o tempo deve ser chuvoso na sexta-feira (14), sob o efeito de uma nova frente fria que, rapidamente, irá se deslocar para o Rio de Janeiro.

Com as piores baixas hídricas da história, a última vez que o Cantareira recebeu um pouco mais de água de chuva foi no dia 7 (quando o volume acumulado passou de 54,7 milímetros para 61,5 milímetros). No dia seguinte, o nível atingiu 61,6 milímetros, volume que sendo mantido desde então. A média histórica para novembro é 161,2 milímetros.

Mas mesmo com essas ocorrências, o nível dos reservatórios tem caído, atingindo hoje 11% da capacidade de operação do sistema, queda de 0,1 ponto percentual em relação ao verificado ontem (11), segundo o monitoramento diário feito pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Esse nível leva em consideração os volumes da primeira cota da reserva técnica, que começou a ser usada em maio deste ano, e o da segunda cota. A previsão da Sabesp é iniciar o bombeamento da segunda cota no sábado (15).

Nos cinco sistemas restantes também houve gradual queda dois níveis: no Alto Tietê (de 8% para 7,8%), no Guarapiranga (de 36% para 35,7%), no Alto Cotia (de 30,1% para 30%), no Rio Grande (de 66,5% para 66,3%) e no Rio Claro (de 37,7 para 36,9%).

Na segunda-feira (10), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, apresentou à presidenta Dilma Rousseff uma lista de ações que pretende promover nos próximos anos com o objetivo de melhorar a segurança hídrica do estado. As propostas iniciais de oito obras foram orçadas em R$ 3,5 bilhões, segundo o governador, e envolvem empreendimentos com prazo de execução que variam de nove meses a dois anos e meio. Elas deverão ser detalhadas em encontro com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, marcado para o próximo dia 17.

Entre as medidas estão a de interligar a Represa Atibainha, do Cantareira, à Represa Jaguari, do Rio Paraíba do Sul. Na semana passada, o presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Abreu, disse ser possível a transposição das águas do Paraíba do Sul. Outras obras apresentadas à presidenta envolvem a construção de dois grandes reservatórios, a criação de duas estações de produção de água de reúso, a interligação do Jaguari com outro rio, o Atibaia, além da perfuração de 24 poços para abastecer a região de Campinas.

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