Justiça mantém condenação de agente que disse a juiz que ele não era Deus

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Na véspera do anúncio, presidente do STF, Ricardo Lewandowski, disse que juiz, que se sentiu ofendido por ter ouvido não ser Deus, é um "cidadão como outro qualquer"

Apesar das inúmeras críticas e da repercussão negativa do episódio, o Tribunal de Justiça do Rio manteve a decisão do desembargador José Carlos Paes que condenou a ex-agente do Detran Luciana Silva Tamburini a pagar R$ 5 mil a um juiz por ter dito a ele que não era Deus.

Leia mais:
Lewandowski fala sobre juiz parado em blitz: "Cidadão como outro qualquer"

A confirmação da Justiça, por unanimidade, veio nesta quarta-feira (12), um dia depois de o presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, se referir ao juiz como "um homem comum, um cidadão como outro qualquer, mas com a importante missão de fazer cumprir as leis e a Constituição em particular."

TV Record/divulgação
A ex-agente Luciana Silva Tamburini em entrevista ao Domingo Espetacular, da TV Record

O caso ocorreu em fevereiro de 2011, quando Paes, sem carteira de habilitação consigo, teve seu carro parado por policiais com o veículo sem placa e sem documentação. Na ocasião, a ex-agente disse que o carro deveria ser apreendido e enviado a um pátio do Detran. Ele, no entanto, não gostou da atitude da servidora pública e a contestou, no que Tamburini respondeu: "você não é Deus". Na sequência, ela recebeu voz de prisão do juiz. 

O juiz disse que houve deboche por parte de Luciana, enquanto ela alegou abuso de autoridade por parte dele. Tamburini procurou a Justiça por se sentir ofendida durante seu trabalho, mas o relator do caso entendeu que atitude de João Carlos não caracterizou abuso de poder e manteve a condenação.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas