Recusa foi iniciada após administração penitenciária proibir detentos de cadeia em São Luís de saírem de suas celas

Agência Brasil

Os 120 presos da Delegacia Regional de Pinheiros (MA), localizada a 339 quilômetros da capital maranhense, estão em greve de fome desde segunda-feira (20). A manifestação é em solidariedade aos detentos do Centro de Detenção Provisória (CDP), do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Fachada do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, centro da crise carcerária do Estado nordestino
Agência Brasil
Fachada do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, centro da crise carcerária do Estado nordestino

Os detentos de Pinheiros começaram a recusar as refeições após a Secretaria Estadual de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) determinar que os presos do CDP de Pedrinhas passassem a ser mantidos no interior das celas, com portas fechadas durante todo o dia.

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Em entrevista ao Rádiojornalismo, o delegado regional da cidade de Pinheiros, Luís Cláudio Balby, comentou que os agentes penitenciários foram surpreendidos com a recusa do jantar na segunda-feira. Ele antecipou a possibilidade de as mais de 120 refeições servidas diariamente serem doadas durante a greve de fome.

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“Embora não queiram, a alimentação está sendo colocada à disposição deles. Lamentavelmente, as fornecidas anteriormente se estragaram. Vamos disponibilizar as refeições para a população carente de Pinheiro. Não queremos que elas se estraguem”, comentou o delegado. Manifestando a expectativa de que o protesto termine logo, Balby acrescentou que a greve de fome não tem uma efetiva motivação.

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