De acordo com a promotoria, leite estava contaminado com água oxigenada e soda cáustica; presos são do PR, SC e RS

Agência Brasil

Dezesseis pessoas foram presas nesta segunda-feira (20) no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Santa Catarina acusadas de participar de um esquema de adulteração de leite no Sul do País.

De acordo com o promotor Carlos Alberto Galdino, que participou das operações, os presos são acusados de colocar no leite produtos impróprios para o consumo humano: "Pelo que investigamos, o leite estava contaminado com água oxigenada, soda cáustica, água e soro de leite".

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As prisões de fazem parte da terceira operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) da cidade catarinense de Chapecó, para combater a adulteração de leite na região.

Segundo o promotor, as investigações começaram há seis meses e estão voltadas a crimes contra a saúde pública e para garantir os direitos dos consumidores. “Investigamos transportadores, laticínios, produtores, onde os funcionários estariam adulterando o leite”.

Segundo o Ministério Público (MP) de Santa Catarina, além das prisões, foram apreendidas notas ficais, documentos de transporte, além de produtos que seriam misturados ao leite em unidades industriais, residências e propriedades rurais de cidades catarinenses e gaúchas.

O promotor não informou se o leite adulterado chegou a ser comercializado.

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