Brigadistas e voluntários concentram esforços para tentar conter avanço dos focos de incêndio, que já duram dez dias

Agência Brasil

Brigadistas e voluntários conseguiram controlar no domingo (19) focos de incêndio que consumiram uma grande área do Parque Nacional da Serra do Cipó, na região central de Minas Gerais. Nesta segunda-feira (20), eles concentram esforços para tentar conter o avanço do fogo que atinge uma área de preservação ambiental do lado externo da reserva federal.

Imagem aérea mostra a Serra do Cipó, localizada na região central do Estado mineiro
Divulgação
Imagem aérea mostra a Serra do Cipó, localizada na região central do Estado mineiro

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) não sabe precisar o tamanho da área queimada desde o início da noite do último dia 10, mas estima que, até o dia 17, as chamas já tinham consumido pelo menos 7 mil hectares –ou 22% da área total do Parque Nacional. Um hectare corresponde às medidas de um campo de futebol oficial.

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Já na Área de Preservação Ambiental (APA) Morro da Pedreira, localizada no entorno da reserva federal, o fogo já consumiu outros 7,38 mil hectares.

O terreno acidentado, a vegetação seca e a dificuldade de acesso a alguns focos dificultam o trabalho. O ICMBio, com 45 brigadistas, e o Ibama, com 14, são auxiliados por voluntários da Brigada Municipal de Jaboticatubas. Ao menos 20 voluntários atuam nas frentes de combate e em atividades de apoio logístico, como distribuição de alimentos, água, equipamentos de proteção individual e funções administrativas.

Por razões de segurança, o Parque Nacional permanecerá fechado à visitação pública até que o fogo seja controlado e o trabalho de rescaldo e desmobilização concluído.

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