Segundo o ministro da Justiça, ações no sistema prisional foram importantes e queixas nos presídios quase acabaram

Agência Brasil

O ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, disse hoje (7) que os recentes ataques ocorridos em Santa Catarina podem ser um reflexo do enfraquecimento das organizações criminosas do estado. Segundo ele, as ações do governo estadual no sistema prisional foram muito importantes e as queixas relativas aos presídios praticamente acabaram.

"As organizações criminosas, quando começam a ser asfixiadas, não têm espaço de crescimento. Quando são atingidas financeiramente, encontram variantes de crimes e tentam reagir a essa ação eficiente da segurança pública. Não podemos perder de vista essa perspectiva quando se trata de organização criminosa”, destacou o ministro, que recebeu nesta tarde o governador catarinense, Raimundo Colombo.

De acordo com Colombo, dos 18 mil presos em Santa Catarina, mais de 8 mil estão trabalhando e mais de mil, estudando. A mudança de postura em relação aos presos veio em 2012, depois de uma onda de ataques no estado. “Essas pessoas deixaram de ser massa de manobra do crime”, disse o governador.

Para o ministro da Justiça, não há necessidade de mexer na estratégia de defesa adotada no estado. A Força Nacional chegou na manhã desta terça-feira para auxiliar as polícias Federal e Rodoviária Federal na fiscalização de barreiras em busca de armas e drogas. “Se for necessário mandar mais homens, mais efetivo, o governo federal está solidário com o povo de Santa Catarina”, acrescentou o ministro.

Uma das ações do governo para garantir a segurança no estado é a instalação de barreiras marítimas, terrestres e aéreas para evitar a circulação de drogas e armas. “Não vamos baixar a guarda, nem achamos que está tudo bem”, disse Cardozo.

Desde o dia 26 de setembro, foram registrados 94 ataques a ônibus, viaturas policiais, prédios públicos e casas de agentes de segurança em Santa Catarina. As forças de segurança do estadopromoveram 17 ações preventivas – com apreensão de armas e materiais usados para atear fogo a coletivos – e prenderam 44 suspeitos e apreenderam 13 menores.

Além disso, na manhã do último sábado (4), véspera das eleições, 20 presos foram transferidos para presídios federais.

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