Os ataques podem ser resposta às ações para reprimir e combater o tráfico, diz a Secretaria Estadual de Segurança

Agência Brasil

Novos ataques a ônibus, delegacias, postos de polícia e a residências de policiais ocorreram em várias cidades de Santa Catarina nas últimas horas. A Polícia Militar (PM) investiga mais de 50 ocorrências que podem estar associadas à onda de ataques que começou no último dia 26. Vinte e nove suspeitos já foram detidos e dois mortos. Por volta de 2h, a guarita do Centro Administrativo do governo estadual foi atingida por cinco tiros. Um policial militar que estava no local escapou ileso do atentado, os dois autores dos disparos conseguiram escapar em uma moto.

Santa Catarina registra novos ataques a ônibus e bases da PM

Base da Polícia Militar é atacada e ônibus são incendiados em Santa Catarina

Em Florianópolis, um agente prisional disse ter sido alvo de dois tiros disparados por quatro homens que o atraíram para a rua jogando uma pedra na janela de sua casa. Ninguém ficou ferido ou foi preso. Meia hora depois, em Itajaí, a cerca de 100 quilômetros de distância, dois homens em uma moto efetuaram dois disparos contra a casa de outro policial militar. No final da noite de ontem (1º), a casa de duas policiais militares foi atacada, em Palhoça, na Grande Florianópolis.

Ainda esta madrugada, cinco carros particulares foram incendiados em São Francisco do Sul, Camboriú e na capital. Dois deles pertenciam a policiais militares. Criminosos também atearam fogo em um ônibus que estava estacionado na rodoviária de Campos Novos, a 348 quilômetros de Florianópolis.

O medo de novos ataques a ônibus motivou motoristas e cobradores a recolherem os veículos que atendem a parte da Grande Florianópolis entre às 19h de ontem e as 6h de hoje. Uma nova reunião entre representantes do sindicato dos rodoviários, da cúpula da segurança pública estadual e do governo catarinense está prevista para esta tarde. Os participantes decidirão sobre a prestação do serviço de transporte público nos próximos dias.

Segundo a assessoria da Secretaria Estadual de Segurança Pública, há várias linhas de investigação. As hipóteses mais consistentes sugerem que os ataques podem ser uma resposta às recentes ações policiais para reprimir e combater o tráfico de drogas, principalmente na capital. De acordo com o secretário, só este ano já foram apreendidas cerca de três toneladas de drogas. A outra hipótese é de que os integrantes de duas facções criminosas que disputam o poder no estado estejam agindo para demonstrar força e, assim, conquistar poder.

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