Sequestrador de hotel deixou "carta de despedida" a familiares, diz delegado

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Candidato a vereador em 2008, Jac Souza dos Santos invadiu hotel em Brasília e fez funcionário refém por cerca de 8 horas

Agência Brasil

O delegado da Polícia Civil Paulo Henrique Almeida confirmou, na tarde desta segunda-feira (29), a existência de três cartas que Jac Souza dos Santos deixou a parentes antes de viajar a Brasília, onde manteve um funcionário do Hotel Saint Peter por cerca de oito horas. O homem se entregou aos agentes responsáveis pela negociação por volta das 16h.

Veja fotos do sequestro que levou tensão a hotel por cerca de oito horas:

Homem invade hotel em Brasília e faz refém com suposto colete-bomba. Foto: Agência BrasilHomem invade hotel em Brasília e faz refém com suposto colete-bomba. Foto: Agência BrasilHomem mantém refém com explosivos amarrados ao corpo em hotel em Brasília
. Foto: Marcel Frota/iG BrasíliaHomem mantém refém com explosivos amarrados ao corpo em hotel em Brasília
. Foto: Marcel Frota/iG BrasíliaHomem mantém refém com explosivos amarrados ao corpo em hotel em Brasília
. Foto: Marcel Frota/iG Brasília

De acordo com o delegado, uma das três cartas foi enviadas pelo ex-candidato a vereador no Estado de Tocantins, onde vive, à própria mãe há cerca de uma semana e tinha um tom que se assemelhava ao de um bilhete de suicídio. "É uma carta de despedida, meio desesperada e na qual ele pede desculpas a todos os familiares por algum ato que venha a cometer", disse Almeida..

Leia mais:
Sequestrador libera refém após 8h de negociações em Brasília

Santos se entregou depois de passar horas proferindo ameaças de que explodiria uma suposta bomba que havia amarrado no corpo refém. Após a rendição, a vítima foi levada ao hospital, enquanto o sequestrador, ao 5º Distrito Policial (DP) de Brasília.

Entre suas confusas exigências, estavam a extradição do ativista italiano Cesare Battisti e a efetiva aplicação da Lei da Ficha Limpa no País.

A Polícia confirmou que a arma usada pelo sequestrador na ação era apenas uma réplica de arma de fogo. As supostas bombas, no entanto, serão submetidas a perícia para saber se eram ou não de verdade.

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