Identificado como ex-candidato a vereador no Tocantins, sequestrador apresentou reivindicações desconexas, como a extradição de Cesare Battisti e a realização da reforma política

Um homem invadiu o hotel Saint Peter, em Brasília, na manhã desta segunda-feira, e fez um mensageiro refém. O funcionário teve um colete colocado em seu corpo, em que supostamente estariam acoplados explosivos.

A Polícia Civil montou uma força-tarefa para tratar do caso e recrutou três negociadores para tratar diretamente com o sequestrador, um deles perito em bombas. A Polícia Federal também foi acionada para ajudar nos trabalhos.Perto das 16h, o rapaz apareceu na janela do 13º andar desarmado fazendo sinal de que o ato havia acabado.

O sequestrador foi identificado como Jac Souza dos Santos. Ele foi candidato a vereador pelo PP no município de Combinado, no Tocantins, em 2008. Representantes do partido também entraram em campo para ajudar nas investigações e na definição do perfil do sequestrador.

Nas negociações com a polícia, Santos apresenta reivindicações desconexas e  ameaça explodir se não tiver as reinvidicações atendidas até às 18h. Entre os pedidos feitos por ele estão a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti, a aplicação da Ficha Limpa, a queda da presidente Dilma Rousseff e a realização da reforma política.

A Polícia Federal passou o fim da manhã tentando contato com familiares do sequestrador, que vivem na zona rural de Combinado. De acordo com conhecidos, Santos não aparecia na cidade havia tempos e disse recentemente que viria para Brasília. Os relatos apontam que ele vinha se mostrando “confuso”.

A polícia afirma que o sequestrador deixou cartas de despedida para a família se desculpando pelos seus atos. Como prevenção de uma possível tragédia, a polícia alterou a área de segurança do local de 30 para 60 metros.

Desde cedo, o sequestrador vem orientando periodicamente o refém – identificado apenas como Ailton – a circular pela sacada do quarto em estão, no 13º andar do hotel. O refém aparece vestindo o colete com tubos de PVC acoplados, nos quais estariam os supostos explosivos. De acordo com os negociadores, o homem mostra-se nervoso e ameaça sucessivamente explodir o local.

Segundo coordenador da Polícia Civil, Paulo Henrique Almeida, a corporação está investigando se o colete preso ao corpo do funcionário é composto, realmente, por explosivos. 

Neste momento, 20 policiais militares, 16 bombeiros e todo o efetivo do esquadrão antibombas – mais de 100 profissionais –estão no local. São 11 viaturas incluindo veículos do esquadrão especializado. 

Os hóspedes do hotel, localizado na zona central da capital federal, só foram informados sobre os detalhes do caso após terem deixado o prédio. Todos foram orientados a evacuar o local por volta das 9h30, sob a alegação de que haveria a suspeita de um vazamento de gás.

* Com informações do Jornal de Brasília

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