Psiquiatra que chamou PUC de "antro de maconha" terá de indenizar universidade

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Içami Tiba foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça a pagar R$ 10 mil à instituição; ele poderá recorrer da decisão

O psiquiatra Içami Tiba foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta terça-feira (16), a pagar R$ 10 mil à Pontifícia Universidade Católica (PUC) por danos morais. A condenação mantém a decisão do julgamento em segunda instância, mas diminui o valor da indenização que o profissional precisará pagar à universidade. Ele chamou a instituição de "antro de maconha", o que motivou a abertura do processo.

O psiquiatra Içami Tiba ao lado de livros de sua autoria em livraria na região central de São Paulo
Facebook/Reprodução
O psiquiatra Içami Tiba ao lado de livros de sua autoria em livraria na região central de São Paulo

Aberta pela instituição em 2002, a ação é movida devido ao comentário feito pelo psiquiatra sobre a universidade na época da prisão de Susane Von Richthofen, mandante do assassinato dos pais - e, na ocasião, estudante de Direito na universidade.

Em entrevista concedida à Rádio Eldorado na ocasião do crime, Tiba justificou que, sob sua ótica, o duplo homicídio ocorreu por causa de quatro elementos principais: falta de educação, entrada das drogas na vida de Susane, permissão para ter más companhias e a paixão por Daniel Cravinhos - que matou os pais da jovem, Marisia e Manfred Von Richthofen, junto do irmão, Cristian Cravinhos.

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"Principalmente a PUC tem uma ideologia de favorecer o uso da maconha. A PUC é um antro de maconha. Os alunos que vão lá já sabem disso, até os corredores têm os fumódromos, nos bares em volta fumam maconha sob os olhos grossos da própria Diretoria da PUC", afirmou na época. "Então, todo mundo sabe: quem vai para a PUC pode fumar maconha lá dentro que não lhe acontece nada."

A sentença de primeiro grau fixou a indenização em R$ 25 mil, justificando que o réu se excedeu em seu discurso. Tiba recorreu e o valor acabou redizudo para R$ 18 mil e, posteriormente, para R$ 10 mil.

Procurados pelo iG, Tiba e seu advogado, José Ernesto de Barros Freire, não foram encontrados para comentar a decisão do STJ. Já a PUC, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que não se pronunciará sobre o assunto.

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