Condenado a 278 anos de cadeia por uma série de estupros, ex-médico foi preso, no Paraguai, após três anos foragido

O ex-médico Roger Abdelmassih deixou o Regime de Observação e divide cela com cinco outros detentos, segundo informou a Secretaria da Administração Penitenciária. Segundo nota, Abdelmassih se encontra alojado no pavilhão habitacional com outros cinco reeducandos, tendo convívio normal com a população carcerária da unidade.

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Durante o último final de semana, o ex-médico recebeu visita da esposa, a ex-Procuradora da República, Larissa Sacco. A Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) emitiu alerta azul exigindo a busca por Larissa para esclarecimentos relacionados à investigação. Ela, no entanto, não pode ser detida, pois não possui pendências com a Justiça.

Ex-referência da inseminação in vitro

Roger Abdelmassih, filho de libaneses, era considerado a principal referência para quem procurava por especialistas em inseminação in vitro. Passaram por seu consultório, no Jardim Europa – bairro nobre da capital paulista – nomes como Gugu Liberato, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, o comendiante Tom Cavalcanti, além de políticos como o ex-presidente Fernando Collor de Mello e o senador Renan Calheiros.

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Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão – ele foi acusado por ex-pacientes de estupro e abuso sexual, praticados quando as mulheres estavam sedadas. Investiga-se também se o ex-médico participou de uma operação de lavagem de dinheiro e se teria manipulado os óvulos das pacientes de forma criminosa.

Uma das vítimas que foi até o aeroporto de Congonhas nesta quarta-feira garante que o ex-médico usou o próprio esperma para fecundar óvulos de algumas pacientes.

O ex-médico aproveitou um habeas corpus concedido pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que revogou sua prisão preventiva, para fugir do Brasil.

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