Condenado a 278 anos de cadeia por uma série de estupros, ex-médico foi preso na terça-feira (19), no Paraguai, após três anos foragido

Documento usado por Roger Abdelmassih no Paraguai
Reprodução
Documento usado por Roger Abdelmassih no Paraguai

O chefe de polícia que comanda as investigações sobre o caso de Roger Abdelmassih no Paraguai informou que está empenhado em descobrir a origem do documento falso usado pelo ex-médico. Foragido há três anos, o criminoso, condeando a 278 anos por uma série de estupros comentidos contra pacientes, foi preso na terça-feira (19) em Assunção. No dia seguinte, foi levado ao Penitenciária II de Tremembé, no interior paulista, onde está em uma cela isolada.

Depois de passar mal, Abdelmassih chega a prisão onde ficará isolado

A penitenciária de Tremembé abriga ou já abrigou outros presos conhecidos

"Infelizmente não podemos cravar ainda, mas pelos registros no sistema podemos concluir que este documento não foi feito no Departamento de Identificação. Parece ser adulterado ou falsificado”, disse Gilberto Gauto, chefe da polícia paraguaia.

O documento foi emitido em 2009 em nome de Ricardo Galeano, nascido 6 de fevereiro de 1949 em Presidente Hayes (Paraguai). A foto de Abdelmassih foi adicionada na identidade. A investigação tem como objetivo descobrir se o ex-médico cometeu outros crimes no Paraguai.

O ex-médico Roger Abdelmassih confirmou que usava disfarces durante o tempo todo que ficou foragido no Paraguai para tentar evitar que fosse reconhecido. Em entrevista à Rádio Estadão, Abdelmassih afirmou: “Eu não saía de casa sem a peruca e óculos. Quer dizer, eu ficava diferente do que eu era.

Ex-referência da inseminação in vitro

Roger Abdelmassih, filho de libaneses, era considerado a principal referência para quem procurava por especialistas em inseminação in vitro . Passaram por seu consultório, no Jardim Europa – bairro nobre da capital paulista – nomes como Gugu Liberato , Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, o comendiante Tom Cavalcanti, além de políticos como o ex-presidente Fernando Collor de Mello e o senador Renan Calheiros.

Leia também : Roger Abdelmassih foi preso no Paraguai

Uma das vítimas que foi até o aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) nesta quarta-feira (20) garante que o ex-médico usou o próprio esperma para fecundar óvulos de algumas pacientes.

O ex-médico aproveitou um habeas corpus concedido pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que revogou sua prisão preventiva, para fugir do Brasil.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.