Richthofen recusa transferência ao semiaberto

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Garota que planejou assassinato dos pais 12 anos atrás teria de mudar de presídio para trabalhar no escritório do advogado

Apesar da alegria com que, segundo seu advogado, recebeu a notícia de poder cumprir sua pena em regime semiaberto, Suzane Von Richthofen recusou a transferência para outro presídio, necessária para o procedimento. A decisão foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo, nesta quarta-feira (20).

Relembre o assassinato que chocou o Brasil em 2002:

Dentro do carro modelo Gol, na garagem da casa, Daniel e Cristian vestem luvas cirúrgicas e meia de nylon na cabeça; intenção é não deixar nenhum vestígio. Foto: Arte/iGApós conferir que os pais estão dormindo, Suzane acende a luz do corredor que leva ao quarto, diz “vai” aos irmãos e desce as escadas correndo. Foto: Arte/iGDaniel e Cristian entram no quarto e as agressões começam. Daniel bate na cabeça de Manfred, enquanto Cristian golpeia Marísia. Foto: Arte/iGCom traumatismo craniano, o casal começa a morrer por asfixia. Daniel vai até a cozinha e volta com uma jarra de água. Após jogar a água no rosto de Manfred, ele morre. Foto: Arte/iGApós verificar que a mulher agoniza, Cristian desce e pede sacos de lixo a Suzane. Ele volta, coloca uma toalha na boca de Marísia e a sua cabeça dentro de um saco preto. Foto: Arte/iGCom a certeza de que os dois estão mortos, reviram gavetas, espalham joias, e Cristian deixa um revólver 38 de Manfred perto de sua mão. Foto: Arte/iGAntes de deixarem a casa, os irmãos entram pela janela da biblioteca para parecer que os criminosos entraram por ali. Foto: Arte/iG

Hoje com 30 anos, a jovem que planejou a morte dos pais em 2002 precisaria ir a outro presídio para que pudesse cumprir o semiaberto, já que a penitenciária onde se encontra desde 2006 ainda não possui ala para esse tipo de regime. Em documento assinado na segunda-feira (18), Suzane pediu a permanência em Tremembé alegando aguardar o término da construção da ala local voltada para condenados com essas condições, prevista para ser entregue em fevereiro de 2015.

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O documento já foi enviado à Vara de Execuções Crimais de Taubaté, responsável pela concessão do semiaberto, a quem ainda cabe se manifestar sobre o assunto. Na declaração, Suzane também ressaltou sua pretensão de seguir trabalhando na oficina da Funap (Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso) sob a justificativa de necessitar da progressão da pena e do salário das atividades. 

A decisão de transferir a condenada ao semiaberto partiu da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté (SP), no último dia 11 de agosto. Na ocasião, ela justificou que a Lei de Execução Penal exige a progressão da pena baseada no comportamento carcerário, classificado pela magistrada como ótimo, e no período cumprido, "de quase 12 anos". Uma semana depois, o Ministério Público de São Paulo entrou com recurso contra a decisão.

Após o anúncio da Vara, o advogado de Suzane, Denivaldo Barni, afirmou que ela trabalharia como auxiliar em seu escritório por um salário mínimo. Segundo ele, Suzane havia ficado muito muito feliz com a decisão da juíza e por voltar a ter contato com o mundo exterior.

Para esclarecer os novos rumos do caso, o iG entrou em contato com o promotor Marcelo Negrini de Oliveira Mattos, responsável pelo recurso, e com Barni, mas eles não foram encontrados para comentar o assunto.

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