Ex-pacientes comentam prisão de Roger Abdelmassih em rede social

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Médico foi condenado a 278 anos de prisão por 52 estupros e atentados violentos ao pudor contra suas pacientes

Um grupo criado nas redes sociais para as vítimas de Roger Abdelmassih divulgou e comemorou a prisão do ex-médico. Na página da associação “Vítimas de Roger Abdelmassih e Clínica” há um post sobre o assunto. No perfil de algumas das mulheres do grupo, há postagens comemorativas. "Investigação de 3 anos enfim deu frutos! Conseguimos!", disse uma delas. 

Mais: Roger Abdelmassih é preso no Paraguai

Reprodução/Facebook
Vítimas comentam prisão do médico Roger Abdelmassih

Abdelmassih foi preso no início da tarde desta terça-feira (19), na cidade de Assunção, no Paraguai. O foragido, que estava lista lista de procurados da Interpol, será transferido para São Paulo, informou a Polícia Federal (PF).

Adelmassih estava foragido desde 2010 quando foi condenado pela Justiça a 278 anos de prisão e teve o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) de São Paulo por 52 estupros e atentados violentos ao pudor contra suas pacientes.

O ex-médico chegou a ser preso em 2009, mas foi liberado às vésperas do natal, por conta de um habeas corpus concedido pelo então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.

Dois anos depois, em 2011, quando Abdelmassih tentou renovar o passaporte, um novo pedido de prisão foi decretado. Mas o ex-médico nunca mais foi achado.

Abdelmassih estava morando em Assunção, capital do Paraguai, com a mulher Larissa e as duas crianças.

Antes das denúncias sobre abuso sexual e estupro, Abdelmassih era considerado um dos maiores especialistas em fertilização in vitro no Brasil. Segundo o médico, pelo menos 6.500 bebês nasceram graças aos seus tratamentos. Em sua clínica na Avenida Brasil (zona sul de São Paulo), passaram famosos como o ex-jogador Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, o senador Renan Calheiros, o apresentador Gugu Liberato, o humorista Tom Cavalcanti e o ex-presidente Fernando Collor de Mello.

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