Isadora era tetracampeã de capoeira e foi uma das 15 vítimas do suposto serial killer que assombra as mulheres da cidade

Isadora Cândida, 15 anos, caminhava junto com seu namorado no bairro Vila São José, em Goiânia, no dia 1 de junho, quando um motociclista parou perto deles, pediu o celular da jovem e atirou. Segundo o irmão da vítima, Giovanni Cândida, 17 anos, o que mais chamou a atenção do namorado de Isadora foi a frieza com que o assassino agiu. "Ele disse que o homem atirou, riu e foi embora sem levar nada". A vítima levou um tiro nas costas, depois de ter derrubado o celular no chão. Ela morreu na hora.

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A jovem, que praticava capoeira há dez anos e tinha dois títulos estaduais, foi campeã brasileira no ano passado. Isadora não se destacava apenas nos esportes, mas também nos estudos. Neste ano, ela ganhou uma bolsa pelo seu desempenho escolar. "Ela ganhou R$ 1.200, metade foi dada este ano para ela e a outra metade seria dada quando ela completasse 18 anos", conta Giovanni.

Sobre as investigações, o irmão de Isadora conta que no ínicio a polícia dizia se tratar de um latrocínio, roubo seguido de morte, e só depois que outros crimes semelhantes aconteceram é que decidiram investigar a atuação de um suposto serial killer. "Meu pai diz que só vai acreditar que pegaram o homem que matou a minha irmã quando o namorado dela reconhecer o ladrão, porque afinal de contas só ele viu o rosto do suspeito". 

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Giovanni lamenta a perda da sua irmã e diz que a manifestação realizada no último sábado (9) foi muito importante para ele e seus familiares. "A Isadora era extremamente dedicada e alegre, realmente não tem explicação. No protesto foi possível conversar com pessoas que estão vivendo a mesma coisa que a minha família e eu gostei de estar lá com eles', finalizou.

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