Segundo levantamento da Abradee, 31,8% dos casos ocorreram na construção civil, enquanto 12,9%, por ligações clandestinas

Agência Brasil

Um levantamento divulgado pela Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), nesta segunda-feira (11), mostra que, somente em 2013, 317 pessoas morreram no País ao entrarem em contato com fios da rede elétrica. Dentre os óbitos, 31,8% ocorreram no setor da construção civil, enquanto 12,9% foram causados por ligações elétricas clandestinas, 5% por podas de árvores de maneira indevida, 4% como resultado de instalações de antenas de televisão perto de fios e 4% por brincadeiras com pipas. 

Funcionário faz ajuste de fios da rede elétrica em Angra dos Reis (RJ)
Agência Brasil
Funcionário faz ajuste de fios da rede elétrica em Angra dos Reis (RJ)

De acordo com o presidente da Abradee, Nelson Leite, os acidentes na construção civil ocorrem principalmente em obras informais. No caso dos acidentes com ligações clandestinas, são registrados em grande parte nas periferias e em locais onde não há rede elétrica regularizada. “As pessoas que vão construir puxadinhos nos finais de semana, sem o devido cuidado, acabam encostando em um vergalhão na rede elétrica e sofrendo um acidente”, diz ele.

A Abradee abriu nesta segunda a 9ª Semana Nacional da Segurança da População com Energia Elétrica, promovida anualmente pela associação. Neste ano, o objetivo é alcançar 120 milhões de pessoas, com peças publicitárias, palestras em escolas e canteiros de obras e divulgação de informações nas contas de luz. Para Leite, a falta de informação e conscientização sobre os riscos são as principais causas dos acidentes.

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O presidente da Abradee disse que os empréstimos liberados até agora para as empresas serão suficientes para cobrir despesas com geração de energia por usinas termelétricas e com a compra de energia no mercado para garantir o suprimento até o fim do ano. Na semana passada, o governo anunciou um novo empréstimo para as distribuidoras de energia, de R$ 6,6 bilhões, além dos R$ 11,2 bilhões que já haviam sido liberados.

Segundo Leite, na próxima quarta-feira (13) devem ser liberados os recursos para as distribuidoras relativos aos meses de maio e junho. Os recursos de maio somam R$ 1,8 bilhão e o ressarcimento de junho, de R$ 327 milhões. Os empréstimos são necessários para cobrir o custo das empresas com a escassez de chuva no Centro-Sul do País neste ano. A queda do nível dos reservatórios fez as empresas pagarem mais pelo uso das usinas termelétricas e pela compra de energia no mercado de curto prazo, cujo custo disparou com a falta de chuvas.

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