Manifestação contra as mortes reuniu cerca de 1 mil pessoas no centro de Goiânia na tarde deste sábado (9)

Amigos e familiares vestem camisetas brancas com fotos das vítimas e pedem mais segurança
Reprodução/Facebook
Amigos e familiares vestem camisetas brancas com fotos das vítimas e pedem mais segurança

Cerca de 1 mil pessoas se reuniram na tarde deste sábado (9) na praça Cívica, centro de Goiania, para protestar contra a morte de 15 jovens no Estado desde o começo do ano. A manifestação começou por volta das 16h e durou pouco mais de duas horas. 

Os participantes seguravam cartazes pedindo mais segurança e vestiam camisetas brancas com as fotos das vítimas.

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A manifestação foi agendada pela rede social Facebook e tinha mais de 34 mil confirmações de presenças. As mortes das jovens causaram comoção na população goiania e foram destaques até na imprensa internacional.

"Nós nos sentimos reféns da violência. Eu tenho medo de andar nas ruas, de ir trabalhar. Rezo para não ser a próxima vítima", disse a assistente administrativo Nayara Queiroz, 24 anos. A jovem é amiga de Juliana Núbia Dias, assassinada no dia 25 de junho. Segundo Nayara, a amiga estava dentro de um carro parada no semáforo com o namorado, quando um motociclista atirou duas vezes contra Juliana. Os tiros atingiram o pescoço e o peito da jovem.

Nayara disse ainda que a polícia precisa ser mais clara em relação a investigação dos crimes. "A polícia nos deve respostas".

Nos últimos dois dias foram presos dois suspeitos de participação nos crimes, porém a identidade dos homens não foi divulgada.

Para investigar os crimes, a Polícia Civil montou uma força-tarefa para investigar as mortes. A equipe da polícia tem 108 profissionais, sendo 16 delegados, 23 escrivães, 70 agentes policiais. A polícia está também recendo informações sobre os casos através do telefone 197 e por Watsapp (62) 8533-0197. As denúncias são feitas de forma anônima.

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