Família de Ana Maria oferece recompensa de R$ 10 mil por pistas que ajudem a achar suspeito; jovem morreu em março

Ana Maria Duarte, de 26 anos, foi uma das 15 mulheres mortas em Goiânia desde o começo deste ano por um suposto serial killer motociclista. A assessora parlamentar que morreu no dia 14 de março deixou para trás o sonho do casamento que aconteceria no final deste ano. Segundo sua irmã, Lívia Fiori, 34 anos, que é policial civil, a jovem estava escolhendo o vestido de noiva. "Eu, minha mãe, a sogra e a cunhada dela íamos sempre ver os vestidos que ela gostava".

Leia também:
Polícia de Goiânia faz megaoperação para tentar resolver série de crimes
Família de mulher morta em Goiânia oferece R$ 10 mil por pistas
População de Goiânia realizará protesto em repúdio ao assassinato das 12 jovens

 Sobre o assassinato da jovem, Lívia relata que sua irmã morreu quando estava saindo de uma lanchonete com seu namorado e uma amiga. "Um motociclista parou perto deles e pediu que o namorado da Ana Maria desse o celular para ele. Depois, ele pediu o celular dela, que tinha ficado em casa carregando. Como ela disse que não tinha, ele deu um tiro no peito dela e ela morreu na hora", conta Lívia.

Mais:
Vídeo mostra motociclista suspeito de matar menina em Goiânia
Polícia procura possível serial killer que teria matado 12 mulheres em Goiânia

A família de Ana Maria está oferecendo uma recompensa de R$ 10 mil para quem conseguir ajudar a polícia a chegar ao criminoso. Segundo Lívia, a iniciativa foi ideia do seu pai, o ex-delegado Uigvan Duarte, 61 anos.

"Eu e minha família acreditamos que oferecendo essa recompensa podemos fazer com que as pessoas colaborem com as investigações e assim nos ajudar a prender quem fez isso o mais rápido possível", relatou a policial.

Lívia Fiori, 34 anos, é irmã de Ana Maria Duarte, assassinada no dia 14 de março
Reprodução/Facebook
Lívia Fiori, 34 anos, é irmã de Ana Maria Duarte, assassinada no dia 14 de março

Após três dias do anúncio da recompensa, a família ainda não recebeu nenhuma pista. "Como as informações devem ser passadas para o disque denúncia da polícia civil de Goiânia, eu vou até a delegacia todos os dias para ver se já temos alguma informação, mas até agora nada", disse Lívia.

Apesar de o suspeito que atirou na assessora estar em uma moto preta com capacete preto – mesma situação dos outros 11 casos de assassinatos de jovens na cidade –, Lívia conta que a família não sabe dizer se acredita na atuação de um serial killer. "Estamos auxiliando a polícia de todas as maneiras que podemos. É difícil afirmar que existe um serial killer matando jovens aqui em Goiânia, mas é claro que trabalhamos com todas as possibilidades". 

Como a maioria das famílias das outras vítimas, Lívia garantiu que estará na manifestação que acontece no próximo sábado (9), na praça Cívica, no centro da cidade. "Acredito que devemos comparecer para lembrar das meninas. Se depender de mim, a Ana Maria não será esquecida", finalizou. 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.