Cerca de 70 pessoas ajudaram a conter o fogo, que começou na terça-feira; segundo analista, incêndio foi ato criminoso

Agência Brasil

Após quatro dias, o incêndio que atingiu com violência o Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, foi controlado, por volta das 18h de sábado (19). Cerca de 70 pessoas, entre homens do Corpo de Bombeiros, brigadistas e voluntários trabalharam para conter o fogo, que começou na terça-feira (15) e atingiu uma área estimada em 7 mil hectares. Segundo o analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Vicente Faria, o incêndio foi criminoso.

As equipes continuam monitorando o local para que não surjam novos focos de fogo. A partir de segunda-feira (21), o ICMBio fará o levantamento preciso da área atingida, que inclui vegetação típica de Cerrado, campos limpos e matas ciliares.

“Não tem como mensurar a perda ambiental: o fogo destrói tudo por onde passa. Certamente perdemos vários animais, filhotes de passarinhos, aqueles animais que não conseguem correr do fogo, como o tamanduá-bandeira, que tem baixa audição e [também] não sente o fogo chegando atrás”, explicou Faria.

Além do tamanduá, a unidade de conservação da Serra da Canastra protege outras espécies ameaçadas de extinção, como o lobo-guará, o tatu-canastra, a onça-parda e o tico-tico-do-mato.

O Parque Nacional da Serra da Canastra tem 200 mil hectares, situa-se no sudoeste de Minas Gerais e preserva as nascentes do Rio São Francisco.

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