Empresa demite 12 funcionários por suposta agressão a presidiário em Alagoas

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Imagens de vídeo do Presídio Desembargador Luiz de Oliveira Souza mostram acusados em movimentação suspeita

Responsável pelo gerenciamento de presídios em quatro Estados brasileiros, a empresa Reviver demitiu 12 funcionários por supostamente agredirem um presidiário no final do mês passado no Presídio Desembargador Luiz de Oliveira Souza, em Girau do Ponciano, Alagoas. As demissões ocorreram na última quinta-feira (3) e foram confirmadas ao iG pelo presidente da firma, Odair Conceição, nesta quarta (9).

"Houve uma denúncia de que esses funcionários agrediram um interno que havia acabado de chegar ao presídio sob a acusação de crime de estupro. Seguindo os procedimentos da empresa, que não tolera agressões, abrimos uma sindicância e, ao verificarmos imagens do circuito interno de TV, foi constatada uma movimentação incomum na unidade", explicou ele. "A movimentação dessas pessoas nas imagens em um local onde o interno estava não foi a normal. Então, pela suspeita, pelo bem de preservarmos o que consideramos como adequado, os mandamos embora."

Segundo Conceição, foi o primeiro caso de demissão de funcionários em todos os presídios gerenciados pela empresa. Uma sindicância apura a denúncia para determinar a culpabilidade dos funcionários, que podem ter suas demissões revertidas para justa causa caso a acusação seja confirmada, além de serem denunciados para as autoridades competentes.

O preso, suspeito de sequestrar e estuprar uma menina de 4 anos em Palmeira dos Índios (AL), foi transferido para outro presídio, no Estado de Maceió.

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