Metrô manteve proposta de reajuste de 8,7%, recusada por trabalhadores; paralisação já vai para o terceiro dia consecutivo

No último dia da semana anterior à abertura da Copa do Mundo, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiu manter a greve da categoria pelo terceiro dia consecutivo, em assembleia realizada na noite desta sexta-feira (6), na zona leste da cidade. Assim, a paralisação, iniciada na quinta (5), está mantida neste sábado (7). 

Uma nova assembleia dos trabalhadores será realizada neste sábado, quando será discutida a manutenção ou não da paralisação, às 17h. 

A decisão da categoria veio depois de a Companhia do Metropolitano (Metrô) de São Paulo ter mantido sua última proposta de reajuste salarial (8,7%) feita aos trabalhadores, em audiência realizada nesta sexta-feira (6), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).  Os mediadores do TRT chegaram a propor que a empresa apresentasse um aumento de, ao menos, 9%. A empresa, no entanto, não aceitou.

Os mediadores propuseram então que, caso fosse dado aumento de 8,7%, a participação nos lucros e resultados (PLR) deveria ser dividida igualmente entre os empregados, uma das reivindicações dos metroviários. O Metrô também rechaçou essa possibilidade.

Os metroviários afirmaram, no início da sessão, que poderiam reduzir o pedido de reajuste de 12,2%, apresentado na quinta (5), desde que houvesse avanço na proposta da empresa. Esta foi a quinta reunião de conciliação entre as partes que terminou sem acordo. Sem nova proposta, as chances são mínimas de a assembleia dos trabalhadores, marcada para a noite desta sexta (6), decidir pelo encerramento da greve.

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Na quinta, o TRT havia decidido que a fase de conciliação estava encerrada e que o julgamento do discídio coletivo caberia à Justiça. A pedido das partes, nova reunião foi marcada para esta sexta. O julgamento está pré-agendado para o próximo domingo (8), às 10h.

O maior entrave na negociação é o índice de reajuste. O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Metroviários de São Paulo pedia, inicialmente, 35,47% de aumento. O valor foi reduzido para 16,5% e, na última audiência, para 12,2%. O Metrô ofereceu 5,2%; 7,98% e, finalmente, 8,7%.

Como alternativa à greve, os metroviários propuseram novamente a abertura das catracas à população e o desconto do dia de trabalho dos funcionários. A empresa, no entanto, negou, alegando que o Metrô não pode abrir mão da receita, por se tratar de recurso público. Para tanto, seria necessário um processo legislativo.

Por decisão da Justiça, 100% os metroviários estão obrigados a, mesmo em greve, trabalhar nos horários de pico e 70% nos demais períodos. A decisão é questionada pelos trabalhadores.

O Metrô informou que o número de pessoas transportadas na quinta foi equivalente a 25% do registrado em um dia normal.

*Com Agência Brasil

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