Negociações não avançam e greve dos metroviários continua neste sábado

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Metrô manteve proposta de reajuste de 8,7%, recusada por trabalhadores; paralisação já vai para o terceiro dia consecutivo

No último dia da semana anterior à abertura da Copa do Mundo, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiu manter a greve da categoria pelo terceiro dia consecutivo, em assembleia realizada na noite desta sexta-feira (6), na zona leste da cidade. Assim, a paralisação, iniciada na quinta (5), está mantida neste sábado (7). 

Movimentação de passageiros na estação Barra Funda do Metrô após suspensão da paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta terça-feira (10). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressMetroviário se preparam para votar a continuidade da greve em São Paulo. Foto: Ana Flávia OliveiraManfentantes caminham por ruas do centro de São Paulo, nesta segunda-feira, em apoio à greve do metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraManfentantes caminham por ruas do centro de São Paulo, nesta segunda-feira, em apoio à greve do metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraManfentantes caminham por ruas do centro de São Paulo, nesta segunda-feira, em apoio à greve do metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraConcentração de manifestantes e policiais em frente à Secretaria de Transportes Metropolitanos, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraProtesto em frente a estação Ana Rosa do Metrô durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta segunda-feira (9). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressProtesto em frente a estação Ana Rosa do Metrô durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta segunda-feira. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraPolícia Militar reforça a segurança na estação Ana Rosa do Metrô, após confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraRestos de lixo queimado durante protesto na estação Ana Rosa, nesta segunda-feira (09). Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação após o confronto desta manhã (09). Foto: Ana Flávia OliveiraMesmo com estação reaberta, ônibus saem lotados da estação Ana Rosa. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação Ana Rosa após confronto entre a PM e manifestantes no quinto dia de greve do Metrô. Foto: Ana Flávia OliveiraOutro dias de greve: Estação Corinthians-Itaquera do Metrô amanhece fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, na sexta-feira (6). Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSTropa de Choque da Polícia Militar reforça a segurança na estação Brás do Metrô, durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta sexta-feira (06). Foto: Paulo Lopes/Futura PressHomem é detido na estação Brás do Metrô, durante a paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta sexta-feira (6). Foto: Paulo Lopes/Futura PressMovimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraSem Metrô, paulistanos enfrentam dificuldades em pegar ônibus em manhã chuvosa desta sexta-feira (06). Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação na estação Ana Rosa do Metrô de São Paulo, após confronto entre manifestantes e policias, nesta sexta-feira (06), no segundo dia de greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraNa quinta-feira, primeiro dia de greve, a estação Corinthians-Itaquera do Metrô amanhece fechada com paralisação dos metroviários em São Paulo. Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSEstação Palmeiras-Barra Funda fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta quinta-feira (5). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressEspera por ônibus em frente a estação Palmeiras-Barra Funda do Metrô, que amanheceu fechada devido à paralisação dos metroviários em São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressUsuários invadem a estação Corinthians-Itaquera da CPTM, devido à paralisação dos metroviários em São Paulo, nesta quinta-feira (5). Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSUsuários invadem a linha da estação da CPTM Corinthians-Itaquera, nesta quinta-feira (5). Foto: PETER LEONE/FUTURA PRESSTrânsito intenso na Radial Leste, nesta quinta-feira (5), próximo a estação Carrão do Metrô, durante a paralisação dos metroviários. Foto: Evaldo Fortunato/Futura PressMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraO auxiliar de loja Oséas Pinheiro de Souza, de 23 anos, esperando por um ônibus na região da estação Jabaquara do Metrô de São Paulo, nesta quinta-feita (05). Foto: Ana Flávia OliveiraPassageiros tentam entrar em ônibus na zona sul da capital paulista, nesta quinta-feira (05), em dia de greve de metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraVans fazem trajetos de ônibus por até R$ 10 na zona sul de São Paulo, nesta quinta-feira (05). Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraBalconista de farmácia tira foto da estação fechada como prova da impossibilidade de ir a curso. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMotorista de ônibus parado no ponto: "O normal é levar 1h30, mas estou fazendo em 3 horas". Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraMovimentação em frente a estação Jabaquara do Metrô, que amanheceu fechada nesta quinta-feira (05) com a greve dos metroviários. Foto: Ana Flávia OliveiraO taxista Roberto Serafim Trovo, 63 anos, também reclama da greve: "Para nós não compensa ficar no trânsito". Foto: Ana Flávia OliveiraAssembleia dos Metroviários vota pela greve. Foto: Sindicato dos Metroviários/SP

Uma nova assembleia dos trabalhadores será realizada neste sábado, quando será discutida a manutenção ou não da paralisação, às 17h. 

A decisão da categoria veio depois de a Companhia do Metropolitano (Metrô) de São Paulo ter mantido sua última proposta de reajuste salarial (8,7%) feita aos trabalhadores, em audiência realizada nesta sexta-feira (6), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).  Os mediadores do TRT chegaram a propor que a empresa apresentasse um aumento de, ao menos, 9%. A empresa, no entanto, não aceitou.

Os mediadores propuseram então que, caso fosse dado aumento de 8,7%, a participação nos lucros e resultados (PLR) deveria ser dividida igualmente entre os empregados, uma das reivindicações dos metroviários. O Metrô também rechaçou essa possibilidade.

Os metroviários afirmaram, no início da sessão, que poderiam reduzir o pedido de reajuste de 12,2%, apresentado na quinta (5), desde que houvesse avanço na proposta da empresa. Esta foi a quinta reunião de conciliação entre as partes que terminou sem acordo. Sem nova proposta, as chances são mínimas de a assembleia dos trabalhadores, marcada para a noite desta sexta (6), decidir pelo encerramento da greve.

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Na quinta, o TRT havia decidido que a fase de conciliação estava encerrada e que o julgamento do discídio coletivo caberia à Justiça. A pedido das partes, nova reunião foi marcada para esta sexta. O julgamento está pré-agendado para o próximo domingo (8), às 10h.

O maior entrave na negociação é o índice de reajuste. O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Metroviários de São Paulo pedia, inicialmente, 35,47% de aumento. O valor foi reduzido para 16,5% e, na última audiência, para 12,2%. O Metrô ofereceu 5,2%; 7,98% e, finalmente, 8,7%.

Como alternativa à greve, os metroviários propuseram novamente a abertura das catracas à população e o desconto do dia de trabalho dos funcionários. A empresa, no entanto, negou, alegando que o Metrô não pode abrir mão da receita, por se tratar de recurso público. Para tanto, seria necessário um processo legislativo.

Por decisão da Justiça, 100% os metroviários estão obrigados a, mesmo em greve, trabalhar nos horários de pico e 70% nos demais períodos. A decisão é questionada pelos trabalhadores.

O Metrô informou que o número de pessoas transportadas na quinta foi equivalente a 25% do registrado em um dia normal.

*Com Agência Brasil

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