Com volume morto, índice do Sistema Cantareira chega a 26,7%

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Volume útil, que chegou a ficar em 8,2%, foi inflado após início da captação da reserva técnica da represa Jaguari/Jacareí

No dia seguinte ao início das operações para captar o volume morto da represa Jaguari/Jacareí, em Joanópolis, no interior paulista, o índice de volume armazenado no Sistema Cantareira chegou a 26,7%, nesta sexta-feira (16).

Vagner Campos / Divulgação
Alckmin dá início à captação de água da reserva técnica da represa Jaguari/Jacareí, na quinta

O site da Companhia de Saneamanto do Estado de São Paulo (Sabesp), que informa diariamente o total de água disponível em seus sistemas, amanheceu o dia sem informar os números, consequência de uma manutenção em seu site, segundo a assessoria de imprensa da empresa. A situação já foi regularizada na página.

Leia mais
São Paulo inicia retirada do volume morto do Sistema Cantareira

A captação do chamado volume morto tem como objetivo suprir a falta d´água da região metropolitana de São Paulo e outras cidades do interior paulista. Antes de o processo ter início, o índice total de volume útil do sistema chegou a 8,2%, o menor da história, registrado na quinta (15).

O volume morto denomina a água localizada sob o nível de captação das represas. A medida inédita é emergencial e tem o objetivo de bombear 182,5 bilhões de litros do total de 400 bilhões de litros d´água disponíveis nas barragens do sistema.

Além de Jaguari e Jacareí, a represa de Atibainha, em Atibaia, também terá parte de suas reservas técnicas bombeadas - as obras, orçadas pela Sabesp em R$ 80 milhões para todo o Cantareira, estão em processo de execução.  

Jaguari/Jacareí inaugurou a medida de captação pois seu volume útil estava muito abaixo dos demais - menos de 2% na quinta, de acordo com o Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), que atua no incentivo à recuperação dos mananciais da região.

A Agência Nacional das Águas (ANA, órgão do Governo Federal que regula o volume de água do sistema junto ao DAEE) prevê que parte do volume morto captado, 133 bilhões de litros, será suficiente para abastecer as quase 10 milhões de pessoas abastecidas pelo sistema até o final de novembro. Isso garantiria ainda um excedente de 50 bilhões de litros caso as chuvas esperadas para o último trimestre do ano não venham. Já o Governo do Estado de São Paulo é mais otimista em seu discurso, apontando sua duração até o mês de março de 2015.

Levantamento baseado na média histórica do período indica que, no pior dos cenários possível, com a estiagem e o padrão de consumo mantendo a proporção registrada em anos anteriores, as regiões abastecidas pelo sistema terão um déficit de 10 m3/s de água. Historicamente, a região metropolitana de São Paulo recebe 21 m3/s de água nessa época, enquanto a do PJC, também abastecida pelo sistema e que inclui Campinas e Piracicaba, 7 m3/s - uma demanda de 28 m3/s em um cenário com apenas 18 m3/s disponíveis para garantir o abastecimento até o final de 2014. Nessa hipótese, a população das regiões abastecidas teria de receber menos água.

Isso obrigaria a ANA a diminuir o montante distribuído à população.

Mais
Sem racionamento de água, Cantareira pode levar até 15 anos para se recuperar
Alckmin inaugura obra para captar volume morto do Sistema Cantareira


Leia tudo sobre: sistema cantareiravolume mortosabespsão paulo

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas