Rodada de manifestações contra a Copa do Mundo tem tumulto em São Paulo

Por iG São Paulo * |

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A menos de um mês para o torneio, manifestantes saíram às ruas de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília

Milhares de manifestantes de todo o Brasil se reuniram em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Brasília contra a realização da Copa do Mundo no País e por moradias, melhores serviços públicos e de condições de trabalho.

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Protesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo. Foto: Daniel Sobral/Futura PressProtesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo. Foto: Daniel Sobral/Futura PressProtesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo. Foto: Daniel Sobral/Futura PressProtesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo. Foto: Daniel Sobral/Futura PressProtesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo. Foto: Daniel Sobral/Futura PressProtesto anti-Copa tem tumulto e detidos em São Paulo. Foto: Daniel Sobral/Futura PressManifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro. Foto: Agência BrasilManifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro. Foto: Agência BrasilManifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro. Foto: Agência BrasilManifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro. Foto: Agência BrasilManifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro. Foto: Agência BrasilManifestantes protestam contra a Copa no Rio de Janeiro. Foto: Agência BrasilNo Rio, manifestantes queimam o álbum da Copa durante manifestação. Foto: Maurício Fidalgo/Futura PressNo Rio, manifestantes queimam álbum da Copa do Mundo em manifestação. Foto: Maurício Fidalgo/Futura PressRio de Janeiro tem protesto contra a Copa nesta quinta-feira. Foto: Maurício Fidalgo/Futura PressCartazes em protesto no Rio pedem padrão Fifa para serviços públicos. Foto: Maurício Fidalgo/Futura PressCerca de 2 mil manifestantes tomam a avenida Paulista em protesto anti-Copa. Foto: Daniel Sobral/Futura PressSão Paulo é uma das cidades palco de protestos contra a Copa do Mundo. Foto: Taba Benedicto/Futura PressCartaz de protesto na Paulista mostra foto de funcionário que morreu em obras da Copa do Mundo. Foto: Taba Benedicto/Futura PressNo Rio,  ato unificou rodoviários, professores e diversos movimentos sociais que seguem para a sede da prefeitura. Foto: Reprodução FacebookManifestantes protestam nas ruas de Belo Horizonte. Foto: Joao Godinho/O TempoManifestante mascarado protesta em Belo Horizonte. Foto: Joao Godinho/O TempoManifestantes queimam catraca em protesto em Belo Horizonte. Foto: Lincon Zarbietti / O TempoBrasília também é palco de protesto contra os gastos públicos na Copa. Foto: Agência BrasilProtesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15). Foto: Taba Benedicto/Futura PressProtesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15). Foto: Taba Benedicto/Futura PressProtesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15). Foto: Taba Benedicto/Futura PressManifestantes se concentram na praça do Ciclista na avenida Paulista. Foto: Reprodução FacebookProtesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15). Foto: Taba Benedicto/Futura PressProtesto contra a Copa do Mundo em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (15). Foto: Taba Benedicto/Futura PressManifestantes protestam contra a Copa do Mundo da Fifa em Brasília (DF). Foto: Luciano Freire/Futura PressEm Belo Horizonte, Minas Gerais, o tema da manifestação é “Não vai ter Copa, vai ter Luta!”. Foto: Willian Augusto/Futura PressSalvador, Bahia, também tem protesto contra a Copa nesta quinta-feira. Foto: Romildo de Jesus/Futura Press

No início da noite, dois mil manifestantes se concentravam na praça do Ciclista, na avenida Paulista, enquanto cerca de cinco mil professores em greve marchavam para a a sede da Prefeitura de São Paulo.

Logo que a manifestação deixou a praça do Ciclista e tomou a rua da Consolação, um grupo de black bloc iniciou um tumulto, construíndo uma barricada com lixo e ateando fogo. Houve bastante tumulto e corre-corre. Um grupo de manifestantes pichou alguns portões e tentou invadir uma loja. Eles impediram a passagem de ônibus e provocaram a Polícia Militar, que reprimiu o ato com bombas de gás, dispersando parte dos manifestantes. Meia hora antes, e 20 pessoas já haviam sido detidas pela PM portando coquetéis molotov e martelos enquanto subiam a rua Augusta.

A partir de então, grupos se dispersaram pela região. Alguns desceram a Augusta, enquanto a maioria foi para a frente do estádio do Pacaembu, onde foi recebida por um ônibus do choque. A Polícia Militar prendeu mais sete pessoas e os encaminhou para 78° Distrito Policial, nos Jardins. 

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Enquanto isso, no Rio de Janeiro, quatro manifestantes, entre eles o Batman Eron de Melo, subiram na estátua do Zumbi dos Palmares. Em cartazes, lia-se em inglês "Queremos escolas e hospitais padrão Fifa" ou "F*** a Copa do Mundo". Às 19h10, o grupo chegou na Prefeitura e todas as pistas da Presidente Vargas ficaram fechadas.

Por volta das 19h40, professores e membros de partidos políticos terminaram a passeata. Cerca de 200 manifestantes, entre eles vários mascarados estão voltaram em direção à Central do Brasil. Antes, uma pequena confusão entre black blocs e PMs foi contida quando os policiais foram cercados pelo grupo e dispersaram usando spray de pimenta. Alguns deles quebraram luminárias e pararam o trânsito novamente no sentido zona norte.

Os mascarados pegaram paus e pedras e ainda bloqueiam a Presidente Vargas, quando o clima ficou tenso. Às 20h10, PMs foram dispersando os ativistas com spray de pimenta e revistas individuais, com três policiais para cada manifestante.

Em Belo Horizonte, Minas Gerais, cerca de 2 mil manifestantes queimaram objetos em frente à prefeitura, como catracas. Durante a caminhada contra a Copa, eles bloquearam ruas e contiveram os focos de tumulto. Sem confusão, a marcha foi encerrada na Praça da Liberdade, no centro.

Copa sem povo

O próprio local de abertura da Copa foi palco de uma das manifestações desta quinta-feira, quando integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) marcharam para lá a partir de um acampamento montado em um terreno ocupado a 3 quilômetros do estádio. Além dos gritos de ordem, eles atearam fogo a pneus.

Taba Benedicto/Futura Press
São Paulo é uma das cidades palco de protestos contra a Copa do Mundo

A polícia formou um cordão de isolamento no entorno da arena para impedir o avanço dos manifestantes, que montaram uma barricada com pneus em chamas em uma rua de acesso ao estádio. De acordo com o MTST, cerca de 1.500 pessoas participaram da manifestação.

Em alusão ao Mundial e às manifestações que levaram milhares de pessoas às ruas no ano passado, o MTST divulgou um manifesto com o nome "Copa sem povo, tô na rua de novo!". O documento reivindica mais recursos para transporte, saúde e educação, demandas que também motivaram os protestos de junho do ano passado. 

Brasília e Recife

Já em Brasília o mesmo movimento invadiu um prédio da empresa Terracap, estatal do governo do Distrito Federal responsável pela construção do Estádio Nacional Mané Garrincha, o mais caro da Copa com custo estimado em R$ 1,4 bilhão.

O MTST disse em sua página oficial no Facebook que membros do grupo foram expulsos do local em uma "ação truculenta da polícia" e que permaneceriam do lado de fora do prédio até serem recebidos por autoridades para apresentar suas demandas.

De acordo com uma porta-voz da polícia do DF, houve uma "ação normal e sem violência" para retirada de cerca de 300 manifestantes do interior do prédio, e o grupo que permaneceu do lado de fora era inferior a 100 pessoas.

Em Recife, cidade que receberá cinco partidas do Mundial, uma greve de bombeiros policiais militares provocou episódios de violência e saques nas ruas da cidade. No final da noite, uma comissão se reuniu com o governo do Estado para decidir o futuro da greve e decidiram acabar com a paralisação e voltar ao trabalho imediatamente.

Também será encaminhado à Assembleia Legislativa um projeto de cargos e carreiras para a categoria, além de incorporação do risco de vida ao salário. A proposta deverá ser votada até 30 de julho.

As manifestações nacionais de hoje começaram logo cedo, quando um grupo utilizou pneus queimados para bloquear a rodovia Anhanguera, na altura do limite entre São Paulo e Osasco, no sentido à capital paulista. A via acabou liberada, mas o protesto provocou enorme congestionamento na região.

Os protestos contra a Copa acontece no momento em que os atrasos nas obras de estádios ganha as manchetes no Brasil e no exterior. 

*Com Reuters, Agência Brasil e O Dia

Leia tudo sobre: igspbrasilcopa do mundomanifestações15/05/14

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