Greve na Argentina cancela voos de aeroportos brasileiros

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Voos que partem ou chegam do Aeroporto Jorge Newbery (Aeroparque), em Buenos Aires, são os mais afetados

A greve geral em andamento na Argentina afeta voos em aeroportos brasileiros com destino ao país vizinho nesta quinta-feira (10). As viagens programadas para sair ou chegar ao Aeroporto Jorge Newbery (Aeroparque), em Buenos Aires, são as mais prejudicadas.

Paralisação: Greve geral desafia governo de Cristina Kirchner na Argentina

Grevistas sentam-se em importante estrada com cartazes em que se lê em espanhol 'Greve ativa'
. Foto: APTropa de choque é vista em frente de manifestantes que bloqueiam estrada Pan-americana, que leva a Buenos Aires, Argentina. Foto: APProtestos na Argentina nesta quinta-feira em dia de greve geral. Foto: ReutersHomem dorme em ponto de ônibus em Buenos Aires, Argentina, durante greve nacional. Foto: APArgentino Osvaldo Sequeira é visto no Aeroparque de Buenos Aires durante greve geral. Foto: APDiego Izaguirre é visto com sua bagagem no Aeroparque depois que seu voo foi cancelado por uma greve geral de 24 horas na Argentina. Foto: APPassageira com voo cancelado dorme no
Aeroparque em Buenos Aires, Argentina. Foto: APTrens ficam parados em estação Retiro, em Buenos Aires, Argentina. Foto: APLinhas de trem são vistas paradas na estação de Retiro durante greve geral em Buenos Aires, Argentina. Foto: AP

Segundo a Infraero, voos de diversas capitais brasileiras foram cancelados. A paralisação foi convocada pela ala da Central Geral de Trabalhadores (CGT), pela CGT Azul e Branca e pela Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA).

Segundo a TAM, em virtude do fechamento do Aeroparque, cinco voos foram cancelados. Dois que saem do aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, com destino ao Aeroparque, em Buenos Aires, e três que fazem o caminho inverso. De acordo com a empresa, as operações nos aeroportos de Buenos Aires/Ezeiza e Rosário não foram impactadas.

A empresa Aerolíneas Argentinas informa que voos saindo do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Guarulhos, em São Paulo, também foram cancelados. A Gol também teve seis voos adiados.

As empresas informam que lamentam os transtornos causados pela greve e que os passageiros serão reacomodados em outros voos. A Infraero recomenda que os passageiros sempre confiram a situação dos seus voos antes de viajar. 

A greve

O chefe de gabinete do governo argentino, Jorge Capitanich, disse que os organizadores da greve nacional pretendem “sitiar os grandes centros urbanos” com um grande piquete nacional e paralisação dos transportes. Ele reconheceu o direito à greve, mas considerou a estratégia usada antiquada. “Na Idade Média, os senhores feudais impediam o acesso da população. Não há lugar para a barbárie nem para medidas que conspirem contra o livre exercício do direito à greve dos trabalhadores”.

Segundo Capitanich, os piquetes restringem a liberdade dos trabalhadores que são contra a greve e querem assumir seus postos de trabalho. Ele também disse que “não têm o menor sentido” todos os pontos de reivindicação levantados pelas centrais sindicais opositoras, que protestam contra a inflação, a insegurança e os baixos salários no país.

Por conta dos bloqueios e paralisação do transporte público, a greve afeta o funcionamento de hospitais, escolas, bancos e vários setores da economia. Na greve geral de 2012 – a primeira desde que os Kirchner chegaram ao poder, em 2003 -, as companhias aéreas argentinas cancelaram voos ao Brasil e do Brasil à Argentina. Foi o maior protesto em dez anos e marcou o rompimento de parte do movimento sindical argentino com o governo.

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