Entre as partes microscópicas de matérias estranhas que podem ser encontradas em alimentos embalados estão partes de insetos e de roedores. Medida visa padronizar fiscalização

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (31) uma resolução que define limites de tolerância para matérias estranhas em alimentos e bebidas. Entre essas partes microscópicas de matérias estranhas que podem ser encontradas em alimentos embalados estão partes de insetos e de roedores.

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Anvisa definiu parâmetros para matérias em alimento embalado
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Anvisa definiu parâmetros para matérias em alimento embalado

Segundo a Anvisa, as matérias estranhas são qualquer material que não faz parte da composição do alimento e que podem estar associado à condições inadequadas de produção, manipulação, armazenamento ou distribuição.

A nova norma define dois tipos de matérias estranhas, as que indicam risco à saúde e as que não apresentam riscos, mas demonstram falhas no processo de produção, manipulação ou armazenamento. Até o momento, não existiam limites de tolerância claros para as matérias consideradas prejudiciais à saúde, cabendo a fiscalização avaliar caso a caso a situação de risco. Todos os limites estabelecidos referem-se a fragmentos microscópicos que podem estar presentes no processo de produção do alimento, mas que não podem ser totalmente eliminados mesmo com a adoção das boas práticas.

Para o diretor de Regulação da Anvisa, Renato Porto, a norma traz segurança para a população e para a indústria de alimentos, já os limites estabelecidos são seguros do ponto de vista da saúde e baseados nos métodos de produção de alimentos no Brasil. “Definimos um padrão que está entre os mais rígidos do mundo, se compararmos com países que são referência na regulação de alimentos”, explica Porto.

A resolução considera características tipicas de determinados alimentos que podem dificultar uma ausência total de matérias estranhas. É o exemplo da canela, extraída da casca de uma árvore e que pode eventualmente carregar fragmentos de insetos. Em todos os casos, o método de processamento do produto e limites da norma garante a segurança dos usuários.

Entre os limites máximos aceitáveis, estão 25 fragmentos de insetos a cada 100g de geleia de frutas, 60g fragmentos de insetos a cada 25g de café torrado, 1 fragmento de pelo de roedor a cada 100g de chocolate. Entre os insetos permitidos, não estão baratas, moscas e formigas. 

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