Dilma sobrevoa Rio Madeira e diz que usinas não podem ser culpadas por cheia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Para presidente, Bolívia manda fluxo de água muito maior, mas diz que famílias serão prioridade no Minha Casa Minha Vida

Ao sobrevoar as regiões atingidas pela cheia do Rio Madeira, em Rondônia, neste sábado (15), a presidente Dilma Rousseff afirmou ser um absurdo atribuir às barragens hidroelétricas Santo Antônio e Jirau a responsabilidade pela maior cheia já registrada na região.

Quarta-feira: Dilma promete auxílio a vítimas de enchente no rio Madeira, em Rondônia

Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma Rousseff sobrevoa o Rio Madeira após maior cheia já registrada no local


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“A Bolívia está acima do Brasil em relação ao nível da água. Nós não temos essa quantidade. Não é possível ser culpa das usinas”, disse ela em pronunciamento. “Vamos tomar todas as medidas possíveis para ajudar a população atingida”, continuou.

De acordo com liminar da Justiça Federal, as usinas são obrigadas a atender as necessidades mais básicas das vítimas das cheias, dando moradia e alimentação, por exemplo, além de prestar socorro. 

Estimativa do governo de Rondônia é de prejuízo público e privado em torno de R$ 1 bilhão. Foto: Divulgação/Governo de RondôniaMoradores atingidos pela cheia transportam eletrodomésticos de canoa em Rondônia. Foto: Divulgação/Governo de RondôniaGovernador de Rondônia quer que governo federal reconheça estado de calamidade da capital Porto Velho para conseguir liberação de recursos. Foto: Divulgação/Governo de RondôniaParte dos desabrigados foi levada a ginásios de esporte, salas de aula de escolas públicas, salões paroquiais ou acampamentos montados em poucas áreas de terra . Foto: Divulgação/Governo de RondôniaCheia do rio Madeira afeta 12 mil moradores de Rondônia. Foto: Divulgação/Governo de Rondônia

Em seu discurso, Dilma afirmou que o Brasil tem vivido fenômenos naturais sérios e e afirmou terem sido liberado R$ 7 milhões às famílias desabrigadas em Rondônia. O programa Minha Casa Minha Vida dará prioridade a essas famílias, disse a presidente. 

Pessoas afetadas pela enchente acima das barragens deve ser listada pela Defesa Civil Estadual e Municipal de Porto Velho, onde foi decretado estado de calamidade pública, distritos da capital e em mais três cidades. A assistência deve ser comprovada em 10 dias, sob pena de multas, diz liminar.

Cheia histórica

O nível das águas atingiu 19,10 metros na última quarta-feira (12) e deixou 12 mil pessoas desabrigadas. Segundo o governador do Tocantins, Confúcio Moura, Dilma determinou apoio ao estado para prestar socorro às vítimas em relação a alojamento, serviços médicos e remoção da população atingida. Para os primeiros atendimentos às cerca de 2.400 famílias, R$ 7 milhões já foram repassados ao estado, informou o governador.

*Com Agência Brasil

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