São Paulo e Paraná receberam 300 mil litros de leite adulterado, diz MP

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Produto contaminado com formol, enviado por fábrica gaúcha, recebeu embalagens das marcas Líder e Parmalat

Cerca de 300 mil litros de leite contaminado com formol foram enviados de uma fábrica do interior do Rio Grande do Sul para São Paulo e Paraná, de acordo com o Ministério Público gaúcho (MP-RS), que deflagrou na manhã desta sexta-feira (14) a Operação Leite Compen$ado. O dono da indústria de laticínios o Rei do Sul, Odir Pedro Zamadei, foi preso sob suspeita de adulteração do produto. Mandados de busca e apreensão estão sendo executados em oito municípios. 

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Momento que Sérgio Seewald, proprietário da Hollmann, é preso (08/05/2014). Foto: DivulgaçãoÉrcio Klein, da Pavlat, sendo preso nesta quinta-feira (08/05/2014). Foto: DivulgaçãoCarros do empresário foram apreendidos (08/05/2014). Foto: DivulgaçãoA ação na indústria de laticínios Hollmann (08/05/2014). Foto: DivulgaçãoPoliciais e a agentes do Ministério Público do RS cumpriram mandados de busca e apreensão na primeira fase da operação. Foto: DivulgaçãoPosto de resfriamento localizado no noroeste do RS onde foram cumpridos os mandados  na primeira fase da operação. Foto: DivulgaçãoPosto de resfriamento localizado no noroeste do RS onde foram cumpridos os mandados  na primeira fase da operação. Foto: DivulgaçãoMaterial apreendido pela operação do MP na manhã desta sexta-feira (14),  na primeira fase da operação. Foto: DivulgaçãoMaterial apreendido pela operação do MP na manhã desta sexta-feira (14),  na primeira fase da operação. Foto: Divulgação

A operação foi deflagrada após o envio ao MP-RS de documentação do Ministério da Agricultura que apontava a presença de formol em 12 amostras de leite cru, coletadas no posto de resfriamento do O Rei do Sul, na cidade gaúcha de Condor.

Segundo o ministério, 100 mil litros do leite impróprio foi enviado para unidades da empresa em Guaratinguetá, em São Paulo, embalado com a marca Parmalat e 199 mil litros para Lobato, no Paraná, com embalagem da Líder. Ambas as marcas pertencem ao grupo LBR, que deve se pronunciar sobre o assunto ainda nesta sexta-feira. 

O subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Ivory Coelho Neto, acompanha os trabalhos. "Se os criminosos enfrentam o MP e continuam fraudando o produto alimentício, aceitamos esse desafio e agiremos rigorosamente para que essa prática seja banida", afirmou.

O promotor Mauro Rockenbach considerou "inacreditável que depois de tantas apurações do Ministério Público para responsabilizar os fraudadores de leite, essa prática criminosa continue". Ele suspeita que o produto tenha sido enviado para mercados de outros Estados para escapar da fiscalização do MP.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos seguintes locais:

• Sede da empresa Indústria e Comércio de Laticínios Rei do Sul Ltda. (Condor/RS)
• Sede da Cooperativa Regional dos Assentados das Missões Ltda. (Bossoroca/RS)
• Residência de Evio Fernandes da Rosa (Vitória das Missões/RS)
• Sede da Cooperativa Regional da Reforma Agrária Mãe Terra Ltda. COOPERTERRA (Tupanciretã/RS)
• Sede da empresa Geovani Zamberlan e Cia. Ltda. PROLATI (Panambi/RS)
• Residência de Alessandro Schindler (Santo Augusto/RS);
• Sede da empresa Transportes Schindler Ltda. (Santo Augusto/RS)
• Sede da empresa Rui Rosa da Luz ME (Capão do Cipó/RS)
• Sede da empresa Jocemar Lúcio Rossi ME (Ijuí/RS)

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