Para o Google, denúncia do MP enfraquece cooperação contra pornografia infantil

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Empresa classificou de "ultrajantes" as alegações de denúncia do MP contra dois diretores em ação por desobediência

O vice-presidente para assuntos jurídicos do Google, Matt Sucherman, afirmou que são "ultrajantes" as alegações do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) na denúncia apresentada contra dois diretores da empresa em uma ação penal pela prática do crime de desobediência.

A ação: MP denuncia diretores do Google por desobediência em casos de pornografia

Paul Sakuma
Diretores do Google Brasil foram denunciados pelo MP de São Paulo

Para Sucherman, a denúncia "enfraquece a cooperação construída nos últimos anos entre as autoridades brasileiras e o Google para combater o abuso sexual de crianças".

Segundo o MPF, os diretores jurídicos do Google no Brasil Fabiana Regina Siviero e André Zanatta Fernandes de Castro deixaram de cumprir ordens judiciais em ações destinadas à apuração de divulgação de pornografia infantil por usuários da rede social Orkut, pertencente ao Google. Fabiana também foi denunciada pela prática do crime previsto no art. 241,a, da Lei 8.069/90, porque sua conduta omissa teria como consequência o auxílio à veiculação de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

Leia também: Google anuncia bloqueio de buscas por pornografia pedófila

Para a empresa, nenhum deles ajudou a disseminar material contendo abuso sexual de crianças ou desobedeceu ordens judiciais. "Ambos trabalharam durante anos com o MPF para combater a pornografia infantil no Brasil. É, portanto, incompreensível que o MPF tenha feito acusações sem fundamento e que tenhamos tomado conhecimento delas por meio de um comunicado à imprensa", diz o executivo.

Segundo a empresa, diversas ações foram realizadas para tentar reduzir a disseminação da pornografia infantil em todo o mundo. "Removemos proativamente essas imagens de nossas plataformas e imediatamente reportamos os casos para as autoridades. Estas evidências são usadas com frequência para processar e condenar criminosos. Aqui no Brasil, por exemplo, o Google forneceu informações ao Ministério Público Federal em milhares de casos diferentes, como parte de um acordo firmado em 2008. Investimos milhões de dólares por ano para aprimorar globalmente nossos esforços no combate à pornografia infantil", informa o texto publicado pela empresa.

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