Cubana que abandonou Mais Médicos diz não querer viver sozinha

Por Priscilla Borges - iG Brasília |

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Médica tenta recomeçar nova vida em Brasília. Nesta semana, começou a trabalhar e a procurar uma casa, que pretende dividir. Segundo DEM, ela seguirá independente

A médica cubana Ramona Matos Rodriguez, que abandonou o programa Mais Médicos na semana passada, começou uma nova etapa da vida no Brasil esta semana. Começou a trabalhar na Associação Médica Brasileira (AMB) como assistente administrativa na diretoria. Procura, agora, uma casa para morar. Segundo assessores, ela não quer morar sozinha.

Cubana que deixou Mais Médicos é contratada pela Associação Médica Brasileira

Associação Médica Brasileira contrata médica cubana. Foto: Agência BrasilCubana que deixou o Mais Médicos concede entrevista coletiva. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaRamona Rodriguez afirma ter se sentido enganada por ter recebido salário menor. Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos DeputadosProfissionais do programa "Mais Médicos" em Salvador (BA). Foto: Futura PressMédicos cubanos da segunda etapa embarcam em aviões oficiais para capitais do País. Foto: Ministério da Saúde/Erasmo SalomãoMédico cubano Isoel Gomez Molina convocou uma reunião na igreja da comunidade para se apresentar aos moradores e teve uma recepção calorosa. Foto: Julia Carneiro/BBCProfissionais participam do programa Mais Médicos. Foto: Agência BrasilMédica cubana chega ao Brasil. Foto: José Cruz/ABr Dilma Rousseff cumprimenta médicos antes da sanção da lei que institui o Programa Mais Médicos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR No centro da imagem, o médico cubano Juan Delgado, que foi hostilizado em sua chegada ao Ceará, durante sanção da lei que institui o Programa Mais Médicos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Dilma presta homenagem ao médico cubano que foi vaiado no aeroporto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Os médicos foram recepcionados na Base Aérea de Salvador. Foto: Tribuna da BahiaSão Paulo recebe médicos cubanos. Foto: Gutemberg Gonçalves/Futura PressGrupo de 215 médicos cubanos chega para atuar no Programa Mais Médicos. Foto: José Cruz / Agência BrasilMédicos cubanos desembarcam no aeroporto de Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaMédicos cubanos desembarcam no aeroporto de Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaImportação de médicos de Cuba faz parte do Programa Mais Médicos. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaMédicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior chegam para 1º dia de curso. Foto: Natália Peixoto / iG São PauloParte dos médicos cubanos desembarcou em Recife. Foto: Matheus Britto/AImagem/Futura PressMédicos estrangeiros do Programa Mais Médicos visitam centro de saúde na Ilha do Governador. Foto: Agência BrasilBrasília - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresenta os municípios que receberão os primeiros 400 médicos cubanos participantes do Programa Mais Médicos.
. Foto: Agência BrasilMercedes, Carlos, Tomás e René se disseram impressionados com a beleza da capital. Eles estavam ansiosos para dar uma volta pela cidade. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaCubanos posaram em frente à Catedral: monumento mais bonito da Esplanada, segundo eles. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaMercedes ficou encantada com a Catedral. Queria fotografar tudo para mostrar à família. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaEncantados, os médicos cubanos não perdiam a chance de registrar e brincar com a arquitetura e as esculturas dos edifícios. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaEm frente a Supremo Tribunal Federal, Mercedes pediu ao segurança para sentar "aos pés" da Justiça. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaAté os guardas do Batalhão Presidencial foram alvos do assédio cubano. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaOs médicos cubanos conheceram os principais pontos turísticos da capital e visitaram a Torre de TV e o Parque da Cidade. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaAlém dos registros, os médicos perguntavam muito sobre a história dos edifícios e a arquitetura da cidade. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaNa pausa para o almoço, eles comeram comida popular e no fim sentenciaram: "comida muito boa". Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaProtesto de médicos, nesta terça-feira (16), em São Paulo. Foto: Beatriz Atihe, iG São PauloProtesto de médicos, nesta terça-feira (16), em São Paulo. Foto: Beatriz Atihe, iG São PauloParalisação de médicos na manhã desta terça-feira (30), no centro de Curitiba (PR). Foto: Futura PressProtestos de médicos. Foto: Futura PressProtestos de médicos. Foto: Futura PressProtestos de médicos. Foto: Futura PressProtestos de médicos. Foto: Futura PressProtestos de médicos. Foto: Futura PressProtestos de médicos. Foto: Futura PressProtestos de médicos. Foto: Futura PressProtestos de médicos. Foto: Futura Pressprotesto de médicos. Foto: Futura Pressprotesto de médicos. Foto: Futura PressProtesto de médicos realizado no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (31), é contra o programa Mais Médicos. Foto: Futura PressManifestante se veste de caveira durante protesto de médicos em São Paulo, nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressMédicos protestam na avenida Paulista em SP. Foto: Rafael Belzunces/Futura PressMédicos realizam passeata pelas Avenidas Brigadeiro Luís Antônio e Avenida Paulista, em São Paulo (SP), na noite desta quarta-feira (31). Foto: Rafael Belzunces/Futura Press

“Ela agora terá um salário, benefícios. Terá uma vida independente”, afirma o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO). O parlamentar foi quem abrigou Ramona e divulgou seu contrato de trabalho quando ela fugiu de Pacajá (PA). Ele afirma que o suporte dado pelo partido não “custou nada” e que, agora, eles a ajudaram a encontrar um local para morar.

Os parlamentares do DEM a ajudaram com alimentação, hospedagem, colocaram carro à disposição dela e fizeram até vaquinha para que ela pudesse comprar artigos de necessidade mais urgente. No primeiro dia, arrecadaram R$ 850 para que ela comprasse roupas e produtos de higiene. Agora, deixarão de ajudá-la financeiramente.

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Médica diz que decidiu ficar no Brasil porque se sentiu injustiçada

Com salário de R$ 3 mil, Ramona passará a se manter sozinha. Ela também terá direito a plano de saúde, auxílio transporte e alimentação. A AMB prometeu colaborar para que ela fizesse a prova de revalidação de diplomas médicos estrangeiros. Nos próximos seis meses, prazo que ela pode ficar no país com o registro provisório, ela deve trabalhar e estudar.

O futuro da médica ainda é incerto. O pedido de refúgio apresentado ao governo brasileiro não tem prazo para ser avaliado. A fila do Comitê Nacional para Refugiados (Conare) tem aproximadamente 1,5 mil pedidos de refúgio em análise. O pedido de asilo feito aos Estados Unidos, que possui programa específico para médicos cubanos desertores, também não tem prazo para ser avaliado.

Vida normal

A liderança do partido recebeu inúmeras ligações e e-mails oferecendo de interessados em ajudar Ramona. Pessoas comuns que oferecem a própria casa para hospedá-la, por exemplo. Ramona tem evitado a imprensa e quer “seguir a vida”, segundo pessoas próximas a ela. A médica também disse que quer ajudar outros cubanos a fazerem o mesmo que ela.

O DEM espera receber mais pedidos de ajuda ainda. Segundo o Ministério da Saúde, ao todo, cinco cubanos desistiram do programa Mais Médicos e não retornaram à Cuba. Outros 22 voltaram ao país.

Ramona se disse enganada pelo governo cubano, a respeito dos salários e condições de trabalho no Brasil. A médica diz que só viu o contrato de trabalho três dias antes de embarcar. Ela reclama do salário de 400 dólares (R$ 953) que recebia para se manter no Brasil, já que o custo de vida no país, “é alto”.

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