O dilema dos índios urbanos que querem estudar

Por Brasil Econômico |

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Integrantes da tribo Kokama, que se queixam da falta de ensino nas comunidades nativa, buscam chances de estudar na periferia e no centro de Manaus; veja fotos

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Em busca de oportunidades, diversos povos indígenas deixam suas aldeias para viver na periferia e no centro de Manaus. Eles sonham em conquistar emprego e acessar os serviços essenciais. Não é diferente com os integrantes da tribo Kokama, que se queixam da falta de ensino nas comunidades nativas.

Integrantes da tribo Kokama que vivem na periferia e no centro de Manaus. Foto: Brasil EconômicoIntegrantes da tribo Kokama que vivem na periferia e no centro de Manaus. Foto: Brasil EconômicoIntegrantes da tribo Kokama que vivem na periferia e no centro de Manaus. Foto: Brasil EconômicoIntegrantes da tribo Kokama que vivem na periferia e no centro de Manaus. Foto: Brasil EconômicoIntegrantes da tribo Kokama que vivem na periferia e no centro de Manaus. Foto: Brasil EconômicoIntegrantes da tribo Kokama que vivem na periferia e no centro de Manaus. Foto: Brasil EconômicoIntegrantes da tribo Kokama que vivem na periferia e no centro de Manaus. Foto: Brasil EconômicoIntegrantes da tribo Kokama que vivem na periferia e no centro de Manaus. Foto: Brasil EconômicoIntegrantes da tribo Kokama que vivem na periferia e no centro de Manaus. Foto: Brasil Econômico

Segundo o censo de 2010, há 2.765 escolas indígenas no País, e a média de estudo é de 3,9 anos. “Meu pai saiu da aldeia para que eu pudesse aprender a ler e a escrever. Hoje, eu quero que meu filho faça uma faculdade. Quem disse que índio não pode fazer faculdade?”, questiona um deles.

Mas a realidade é bem menos animadora nas cidades. Para conseguirem inclusão nos programas sociais do governo, como o Bolsa Família, e nas cotas universitárias, é necessário ter o Rani (Registro Administrativo de Nascimento Indígena), uma espécie de RG indígena.

Mais: Educar indígenas é desafio para escolas dentro e fora das aldeias

Para concedê-lo, a Funai exige que eles dominem o tupi-guarani, entre outros itens. Porém, a grande maioria é jovem e cresceu falando português. Eles buscam a preservação de suas identidades indígenas, mas desejam se integrar à sociedade globalizada. Um dilema que está longe de chegar ao fim.

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