Manifestantes sem-terra protestam em Brasília

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Houve um pequeno confronto entre os manifestantes e policiais. Pelo menos um trabalhador sem-terra foi agredido e outro foi preso por agredir um PM

Aproximadamente 20 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) protestam pelas ruas de Brasília nesta quarta-feira (12). Eles reivindicam ações do governo a favor da reforma agrária. O grupo se concentrou em frente ao ginásio Nilson Nelson e começou a caminhada em direção à Esplanada dos Ministérios.

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Houve um pequeno confronto entre os manifestantes e policiais. Pelo menos um trabalhador sem-terra foi agredido e outro foi preso por agredir um PM. O MST reagiu jogando pedaços de paus e pedras e a policiais responderam com bombas de gás.

Mais cedo, ele ocuparam o saguão da portaria principal do Ministério da Educação (MEC) para entregar ao ministro da Educação, José Henrique Paim, carta em que pedem a abertura de mais escolas no campo, melhor transporte escolar e merenda para os alunos, entre outras demandas.

Os sem-terra, estimados em 750 pelo MST e em 300, pelo MEC, chegaram ao prédio, na Esplanada dos Ministérios, por volta das 10h e saíram ao meio-dia, após entregar a carta ao ministro, que ouviu as reivindicações do grupo. “Nosso compromisso com vocês é com o diálogo permanente, no sentido de reduzir as desigualdades entre a educação no campo e a educação urbana. Queremos que vocês tenham melhores condições para a educação no campo”, disse o ministro.

Segundo um dos coordenadores do setor de Educação do MST, Alessandro Mariano, o grupo veio denunciar o descaso do MEC com as escolas do campo. “Nos últimos dez anos, foram mais de 37 mil escolas fechadas, e o ministério não tem feito nada. As escolas em funcionamento e o transporte escolar estão em situação muito precária. Há necessidade de uma política de educação no campo verdadeira”, destacou Mariano.

Dilma recebe representantes do MST no Palácio do Planalto . Foto: Agência BrasilMST faz protesto por reforma agrária. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilCrianças e educadores ligados ao MST ocuparam MEC em Brasília, nesta quarta-feira (12). Foto: Agência Brasilmanifestantes ocuparam o saguão do MEC para entregar uma carta ao ministro da Educação. Foto: Agência BrasilEles pedem a abertura de mais escolas no campo, melhor transporte escolar e merenda para os alunos. Foto: Agência Brasil"Nos últimos dez anos, foram mais de 37 mil escolas fechadas, e o ministério não tem feito nada", disse representante do MST. Foto: Agência BrasilOs sem-terra também pedem atividades extracurriculares e cursos de informática. Foto: Agência BrasilManifestantes participam do 6° Congresso Nacional do MST que marca os 30 anos de criação do movimento. Foto: Agência BrasilManifestantes sem-terra protestam em Brasília	. Foto: Agência Brasil

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Paim disse que o MEC também está preocupado com o fechamento das escolas no campo. “Temos a mesma preocupação que vocês com a questão do fechamento de escolas. Tanto é assim que já mandamos ao Congresso Nacional projeto de lei, aprovado na Câmara e agora tramitando no Senado, instituindo critérios mais rigorosos para o fechamento de escolas. É preciso ouvir a comunidade para o fechamento de escola.”

De acordo com Paim, o Ministério da Educação vai solicitar ao Senado que aprove, o mais rapidamente possível, a lei que impõe como condição para o fechamento das escolas a consulta à comunidade. “Seria muito importante que vocês fossem ao Senado pedir a votação de tal lei. Todas essas demandas pela construção de escolas e melhora do transporte escolar são compromissos do ministério”, destacou.

No manifesto, que foi feito pelas crianças do movimento e entregue ao ministro da Educação, os sem-terra também pedem atividades extracurriculares e cursos de informática, além da construção de piscinas e quadras esportivas nas escolas no campo.

Os sem-terra participam, até sexta-feira (14), do 6° Congresso Nacional do MST que marca os 30 anos de criação do movimento. De acordo com líderes do MST, o principal objetivo do evento é discutir e fazer um balanço da atual situação do movimento, traçar novas formas de luta pela terra, reforma agrária e transformações sociais.

* Com informações da Agência Brasil

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