Associação de PMs vai recorrer de decisão que suspende operação tartaruga no DF

Por Agência Brasil |

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Movimento que consiste em diminuir a resposta em situações de crime e violência ocorria desde outubro de 2013 como forma de pressionar o governo por benefícios

Agência Brasil

O vice-presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal (Aspra-DF), sargento Manoel Sansão, disse que a entidade vai recorrer nesta terça-feira (04) da decisão judicial que determinou o fim da operação tartaruga. Segundo ele, por enquanto, os policiais vão respeitar a determinação e interromper a ação.

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Elza Fiuza/Agência Brasi
Reunião com o governador Agnelo Queiroz com cúpula de segurança no DF, na última semana

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) acatou pedido do Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) e determinou que os policiais militares encerrem a operação tartaruga que, desde outubro de 2013, é feita para pressionar o governo a conceder reajuste salarial, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios aos servidores em atividade ou na reserva.

O vice-presidente da Aspra fez um apelo para que policiais e bombeiros militares compareçam nesta tarde, às 14h, à audiência pública na Câmara dos Deputados que vai discutir a violência no Distrito Federal. A ideia é reivindicar uma proposta concreta para as demandas da categoria. Parlamentares da bancada do DF no Congresso e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF), da Secretaria de Segurança Pública e das associações representativas dos policiais e bombeiros militares foram convocados para a reunião.

De acordo com Sansão, os filiados à associação vão ser reunir na próxima sexta-feira (7) para debater os rumos do movimento. Diversos cartazes espalhados pela cidade e de autoria da Aspra informam que o movimento só será encerrado quando o governo negociar com a categoria.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF, do dia 1º até a manhã do dia 30 de janeiro, foram registrados 68 homicídios, 19 a mais do que em janeiro do ano passado. Na média, o DF registra mais de duas mortes violentas por dia.

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