Segundo a PF, R$ 64 milhões desviados com falso prêmio já foram recuperados e há pelo menos um foragido

A Polícia Federal divulgou um vídeo em que o filho do suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA), preso sob acusação de ser o mentor de uma fraude de R$ 73 milhões na Mega-Sena, aparece numa festa dizendo estar "jogando dinheiro fora". "Estamos aí na atividade. Milionário, gastando dinheiro, jogando dinheiro fora", comemora o jovem, cujo nome não foi divulgado.

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Neto é um dos envolvidos no maior esquema de desvio de dinheiro da história da Caixa Econômica Federal e está preso há dez dias. Outro suspeito detido, este desde o final do ano passado, é o gerente-geral da agência da Caixa em Tocantinópolis (TO), Robson Pereira da Nascimento.

Segundo a PF, dos R$ 73 milhões desviados por meio de uma conta aberta para pagar um prêmio da Mega-Sena que não existia, R$ 64 milhões já foram recuperados. O homem em nome de quem a conta foi aberta, Márcio Xavier de Lima, continua foragido.

De acordo com as investigações, o gerente Nascimento, em férias, foi à agência e liberou o pagamento do falso prêmio. O dinheiro foi pulverizado em mais de 200 outras contas-correntes. Naquele dia, o circuito de segurança da agência em Tocantinópolis estava desativado. Após a revelação da fraude, a Caixa disse que irá rever seus procedimentos e controles para a liberação de prêmios.

Avião que, segundo a PF, foi comprado pelo suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) com dinheiro de desfalque na Mega-Sena
Reprodução/TV Anhanguera
Avião que, segundo a PF, foi comprado pelo suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) com dinheiro de desfalque na Mega-Sena

"Os processos das loterias são íntegros e continuam íntegros como sempre estiveram. Fiquem tranquilos, as loterias federais são totalmente seguras", disse Gilson Braga, superintendente nacional de loterias da Caixa, ao programa Fantástico.

"As investigações vão continuar e pode haver outros envolvidos. Não será mais um número na aritmética da impunidade", afirma a procuradora da República Aldirla Albuquerque.

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