Polícia Federal inicia segunda fase de investigação sobre fraude da Mega-Sena

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Dos R$ 73 milhões, cerca de 70% foram recuperados. Essa foi a maior fraude já sofrida pela instituição

Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) vai iniciar a segunda fase de investigações para identificar outros participantes do esquema de desvio de R$ 73 milhões da Caixa Econômica Federal. A operação da PF recebeu o nome de Éskhara e conta com o apoio do Ministério Público Federal.

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Suspeito de fraude de R$ 73 milhões na Mega-Sena comprou até avião

O filho do suplente de deputado Ernesto Vieira Carvalho Neto, com copo de bebida na mão, diz estar "jogando dinheiro fora". Foto: ReproduçãoO suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) foi preso neste sábado (19/1/2014) sob a acusação de ser o mentor de fraude contra a Caixa. Foto: Reprodução/TV AnhangueraAvião que, segundo a PF, foi comprado pelo suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) com dinheiro de desfalque na Mega-Sena. Foto: Reprodução/TV AnhangueraMárcio Xavier de Lima, em nome de quem foi aberta conta para pagamento de falso prêmio sda Mega-Sena, está foragido. Foto: ReproduçãoO gerente-geral da agência da Caixa Econômica Federal em Tocantinópolis, Robson Pereira do Nascimento, foi detido no final do ano e demitido pela instituição. Foto: ReproduçãoRelembre outras operações da PF: Quase US$ 190 mil apreendidos pela Polícia Federal em São Paulo (23/02/2014). Foto: DivulgaçãoQuase US$ 190 mil apreendidos pela Polícia Federal em São Paulo (23/02/2014). Foto: DivulgaçãoQuase US$ 190 mil apreendidos pela Polícia Federal em São Paulo (23/02/2014). Foto: DivulgaçãoAgentes da PF invadem local em cumprimento de mandado de busca e apreensão em setembro de 2013, em SP. Foto: AECarros da PF durante operação policial. Foto: DivulgaçãoPF apreende dólares e moedas estrangeiras em operação no centro de SP (2011). Foto: DivulgaçãoPolícia federal desmantela quadrilha que desviava dinheiro público . Foto: POLÍCIA FEDERAL/ DIVULGAÇÃO Operação da Polícia Federal contra pirataria de CDs em São Paulo (2012). Foto: Divulgação. Foto: ANTÔNIO CRUZ/FOLHA DA MANHÃCartões clonados apreendidos na Operação Tentáculos II, da Polícia Federal. Foto: Divulgação/Polícia FederalOperação Esopo da PF. Foto: Wesley Rodrigues/Hoje em Dia/Futura PressDroga e outros produtos foram trazidos do Paraguai. Foto: Divulgação/Polícia FederalPolícia Federal realiza Operação Rede Limpa 2. Foto: Divulgação/Polícia FederalPolícia Federal combate desvios de recursos do programa Fome Zero. Foto: Divulgação/PFOperação da Polícia Federal apreende anabolizantes contrabandeados. Foto: DivulgaçãoPrisões em operação da PF para recuperação mercadorias roubadas. Foto: AEAgentes da PF levam suspeito durante operação. Foto: AEoperacao pf rio transplante orgaos fila. Foto: WILTON JUNIOR/AEEm seu perfil, M.V.P. compartilha fotos mostrando pilhas de maços com notas de dólar e real . Foto: Reprodução

Segundo o delegado federal Omar Pepow, a PF identificou inicialmente as contas bancárias que mais receberam dinheiro do desvio e agora vai analisar cerca de 200 contas bancárias. Do total de R$ 73 milhões, cerca de 70% já foram recuperados. De acordo com Pepow, estão sendo investigados os desvio de R$ 4,5 milhões enviados para contas no Ceará e R$ 750 mil enviados para contas na Bahia.

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A fraude – a maior já sofrida pela Caixa, ocorreu no final de 2013 e foi denunciada pela própria instituição financeira à Polícia Federal. De acordo com a PF, a quadrilha usou documentos falsos para abrir uma conta-corrente em uma agência da Caixa de Tocantinópolis (TO). Pouco tempo depois, cerca de R$ 73 milhões foram depositados nessa conta. Desviado do banco estatal, o dinheiro foi depositado como sendo pagamento de um prêmio da mega sena que nunca existiu. Por fim, o montante foi transferido para várias contas.

Durante as investigações, os agentes prenderam o ex-gerente-geral da agência da Caixa em Tocantinópolis, Robson Pereira do Nascimento. De acordo com Pepow, Nascimento tinha senha para acessar o sistema do banco, que libera recursos de prêmios de loterias. Entretanto, era preciso enviar informações sobre o bilhete premiado e esperar a autorização do banco para liberar o dinheiro. Segundo o delegado, o ex-gerente liberou o dinheiro sem autorização e sem enviar as informações do bilhete.

No último sábado (18), a PF prendeu o suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto. Filiado ao PMDB, ele é suspeito de fazer parte do esquema de desvio de dinheiro. De acordo com o delegado, ainda há quatro foragidos.

Segundo o delegado federal, há gravações de conversas telefônicas, obtidas com autorização judicial, em que o ex-gerente, pouco antes de ser preso, pede ajuda a Neto para se defender, demonstrando já ter conhecimento de que a PF investigava o assunto e identificara alguns dos envolvidos no esquema.

A Caixa informou que não vai comentar o caso durante as investigações e que acionou a Polícia Federal logo que constatou a fraude. “O banco continua acompanhando o caso e está à disposição da PF para colaborar com as investigações”, disse a Caixa, em nota.

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