Presídio no Rio Grande do Norte teve até caso de canibalismo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Na cadeia de Alcaçuz, oito agentes cuidam de 800 internos expostos a doenças contagiosas

Um relatório do Conselho Nacional de Justiça concluído no final do ano passado revela que em outro presídio brasileiro, o de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, há atrocidades ainda mais medievais do que as registradas no Complexo de Pedrinhas, no Maranhão, que recentemente voltou ao noticiário após a divulgação de um vídeo em que três presos eram decapitados.

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O presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, que registrou caso de canibalismo durante o ano e é alvo de investigação de pagamento de propina. Foto: Agência BrasilParentes se desesperam no portão da penitenciária de Pedrinhas, no Maranhão, durante a rebelião. Foto: Reproduçao TV GloboNo Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, aconteceu a maior revolta de presos do Estado, em novembro de 2010. Foto: Gilson Teixeira/ASCOM/SSPConcita Ferreira mostra foto de seu filho caçula, Joarlison, que foi estrangulado na cadeia de Pedrinhas. Foto: João Fellet/BBC BrasilAparelho de TV e videogame Playstation 2 dentro de cela de Pedrinhas. Foto: Ministério Público do MaranhãoPanelas elétricas encontradas nas celas do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Foto: Ministério Público do MaranhãoO Complexo Penitenciário de Pedrinhas, centro da crise carcerária do Maranhão. Foto: Agência BrasilCorredor da Casa de Detenção de Pedrinhas, no Maranhão; 60 detentos já foram executados no ano passado. Foto: Clayton Montelles/DivulgaçãoTropa de Choque atua em presídio no Maranhão. Foto: ReutersDetentos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão. Foto: ESTADÃO CONTEÚDOGoverno cortou repasse de verba de presídio de Neves após fuga de preso. Foto: Alex de Jesus – 14.01.2013

A cadeia abriga um detento com graves distúrbios mentais. Conhecido como Pai Bola, Antonio Fernandes de Oliveira, de 29 anos, matou com 120 facadas, em 2009, um colega de cela que se recusou a ceder o telefone celular. Dois anos depois, decapitou outro preso e comeu seu fígado, espalhando as vísceras pelas paredes. A informação foi revelada na edição desta semana da revista Época.

Mesmo após os crimes, apenas na semana passada a Justiça recorreu ao presídio em busca de algum atestado sobre a saúde mental do assassino.

Em Alcaçuz há só oito agentes penitenciários para cuidar dos 800 internos, que não dispõem de atendimento médico e sofrem com doenças infecciosas, como a tuberculose.

Levantamento do iG mostra que pelo menos 197 presos foram assassinados nas cadeias brasileiras em 22 Estados no ano passado. Somente o Maranhão, que vive sua maior crise carcerária, foi responsável por 30% do número de assassinatos em presídios do país inteiro em 2013.

No Rio Grande do Norte, o governo admite a morte de apenas um detento em 2012.

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