Postagens faziam referência a atos de vandalismo e uso de drogas. Entidade afirma que centros comerciais calculam prejuízo provocado pelos encontros e nega discriminação

Para evitar a realização de rolezinhos, shoppings de São Paulo pediram o bloqueio de páginas do Facebook com convocação para o evento, de acordo com Luiz Fernando Veiga, presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Veiga, no entanto, não soube informar quais shoppings conseguiram tirar as páginas do ar e se houve intervenção judicial, segundo o jornal Folha de S. Paulo. "Escutei isso de dois ou três associados que pediram a retirada de informações", afirmou.

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Segundo ele, as postagens de participantes faziam referência a atos de vandalismo e uso de drogas. Mesmo sem as páginas do Facebook, ele acredita que os atos podem ser organizados por outras redes, como o Whatsapp.

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Os rolezinhos são combinados pelas redes sociais e reúnem adolescentes para flertar, ouvir música e ostentar roupas caras. Os encontros, no entanto, têm assustado consumidores e lojistas por conta da gritaria e do corre-corre. Os shopping alegam que devem manter a calma e tranquilidade dos funcionários e frequentadores. Segundo o presidente da Abrasce, os shoppings já contabilizam prejuízos provocados pelas reuniões.

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Veiga disse também que não há uma orientação da entidade para que os estabelecimentos recorram à Justiça em busca de liminares que evitem a realização do evento, como já fizeram o Metrô Itaquera, JK Iguatemi e Campo Limpo. As medidas impedem que adolescentes desacompanhados entrem nos centros comerciais. O empresário nega que haja discriminação de classe por parte dos shoppings. "Filhos de amigos meus que são de classe A também mostraram RG".

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