Moradores resistem a deixar casas no interior do Espírito Santo

Por Agência Estado |

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Tenente que trabalha no resgate afirma que moradores têm medo de abandonar casas atingidas

Agência Estado

Com 26 mil habitantes e 2.500 deles sem ter onde morar, Santa Teresa, na região serrana do Espírito Santo, está com um terço da área urbana embaixo d’água. Metade da cidade está sem energia elétrica e 120 pessoas estão dormindo em quartos de duas escolas e de uma igreja da cidade, conhecida no Estado por seus queijos e chalés de montanha.

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Chuva ainda causa estragos e alagamentos em Serra (ES) nesta terça-feira (24/12). Foto: Flávio GSouza/Futura PressDilma Rousseff sobrevoa áreas atingidas pela chuva no Espírito Santo (24/12). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Chuva causou estragos e alagamentos na rodovia ES-010, na cidade de Serra (23/12). Foto: Alex Gouvêa/Futura PressAlagamentos no bairro Jacaraípe, em Serra (ES. Defesa Civil oferece apoio aos atingidos (23/12). Foto: Alex Gouvêa/Futura PressSegundo a Defesa Civil, uma pessoa morreu no domingo, no município de Itaguaçu (22/12). Foto: Defesa Civil/ESEstado do Espírito Santo foi atingido por forte chuvas no final de semana; mais de 40 mil deixaram suas casas (21/12). Foto: Defesa Civil/ES

"Hoje (anteontem) foi o pior dia de nossa história. Foi pior do que uma tromba d’água que nos atingiu em 2000. Só quando a água baixar é que poderemos chegar nas casas para ver se tem vítimas", disse o secretário de Planejamento, Luciano Forrechi.

O resgate aos moradores de casas submersas está sendo feito por um batalhão da Força Aérea que tem base no município. São 25 homens. "Algumas pessoas não querem sair das casas porque elas têm medo. Estamos indo de barco para ver se conseguimos. Retiramos umas 20 hoje (anteontem)", disse o 1.º tenente Gregório Rocha Venturim. "Mas nossa maior preocupação são as encostas. Muitas casas estão sob risco de deslizamento. E as pessoas se recusam a sair", diz.

No centro da cidade, que também está alagado, moradores relatam brigas entre quem está nas casas e quem tenta passar de carro. As ondas provocadas pelos veículos fazem a água vencer muretas e janelas, invadindo ainda mais as casas isoladas. "O rio está passado em cima da ponte. Aqui, ainda deu para erguer umas coisas, colocar no andar de cima. É algo impressionante, não lembro de nada parecido", disse o marceneiro aposentado Moacir Peroni, de 65 anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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