Investigação que durou dois anos identificou homem que abusava da própria filha e tem entre os alvos um PM, e um oficial da Aeronáutica; FBI monitora suspeitos nos EUA

A Polícia Federal deflagrou na manhã terça-feira (19) o que afirma ser uma das maiores operações de combate à pedofilia já realizadas no Brasil. Cerca de 400 policiais federais atuam em 11 Estados na Operação Glasnost. Até às 16h, vinte suspeitos foram presos, de acordo com o delegado responsável pela investigação Flavio Setti, sendo 18 em flagrante. Ao todo, devem ser cumpridos 80 mandados de busca e apreensão e 20 medidas de condução coercitiva.

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Cerca de 400 policiais federais atuam em 11 Estados na Operação Glasnost
Divulgação/PF
Cerca de 400 policiais federais atuam em 11 Estados na Operação Glasnost

A investigação durou dois anos e identificou cerca de cem brasileiros envolvidos na produção e compartilhamento de imagens relacionadas à exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. Mais de 200 suspeitos continuam sendo monitorados. Parte deles reside nos Estados Unidos e são investigados pelo FBI. O nome da operação foi escolhido porque a maior parte dos investigados utilizava um site hospedado na Rússia.

De acordo com a PF, os investigados enviavam a contatos do Brasil e do exterior fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até de bebês sendo abusados sexualmente por adultos. Três abusadores foram identificados. Um deles fazia a própria filha, de apenas cinco anos, de vítima e divulgava as imagens na internet. Entre os alvos da investigação há também um policial militar, um oficial da Aeronáutica, professores e um chefe de grupo de escoteiros.

A PF esclarece que nos casos em que abusadores identificados, “foram tomadas providências imediatas, a fim de que os abusos fossem prontamente interrompidos”. A operação mobiliza agentes do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Bahia e Goiás.

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