Brasil espionou diplomatas estrangeiros, diz jornal; governo contesta informação

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Representantes da Rússia, Irã e Iraque teriam sido monitorados; Gabinete de Segurança Institucional diz que responsáveis por vazamento de informação serão punidos

Um relatório da Agência Brasileira de Informação (Abin) aponta dez operações de monitoramento das atividades de diplomatas russos e funcionários da embaixada do Irã e Iraque nos anos de 2003 e 2004, de acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada nesta segunda-feira (4). O Gabinete de Segurança Institucional emitiu nota em que não confirma autenticidade do documento e diz que os responsáveis pelo vazamento serão punidos. 

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De acordo com a reportagem, o relatório elaborado pelo Departamento de Operações de Inteligência da Abin indica que diplomatas russos foram seguidos e fotografados durante viagem para negociação de equipamentos militares. Funcionários da embaixa do Irã e diplomatas iraquianos também foram vigiados. 

Veja a resposta do governo na íntegra:

"Em relação à matéria veiculada pelo Jornal Folha de S. Paulo em 04 de novembro de 2013, o Gabinete de Segurança Institucional informa o seguinte:

1. As questões enviadas pela Folha de S. Paulo na noite do dia 1º se referem a operações de contrainteligência desenvolvidas pela ABIN, no período de 2003 e 2004, portanto, entre nove e dez anos atrás.

2. As operações citadas no questionário da Folha obedeceram à legislação brasileira de proteção dos interesses nacionais. Como a Folha preferiu não enviar cópias dos documentos obtidos, o GSI não pode validar a sua autenticidade.

3. Respeitando os preceitos constitucionais de liberdade de imprensa, o GSI ressalta que o vazamento de relatórios classificados como secretos constitui crime e que os responsáveis serão processados na forma da lei.

4. A determinação do governo sobre as atividades de inteligência é de absoluto cumprimento à legislação. Eventuais infrações são passíveis de sanções administrativas, abertura de processo de investigação e punições na forma da lei. O Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) atua, exclusivamente, dentro de suas competências das Leis 9.883, de 07 de dezembro de 1999, e 10.683, de 28 de maio de 2003. A ABIN desenvolve atividades de inteligência voltadas para a defesa do Estado Democrático de Direito, da sociedade e da soberania nacional, em restrita observância aos preceitos constitucionais e aos direitos e as garantias individuais."

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