"Eles podem pegar um avião e atacar o Congresso", diz senador sobre black blocs

Por Agência Brasil |

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Pedro Simon (PMDB-RS) comparou atuação dos manifestantes mascarados aos suicidas da Al Qaeda

Agência Brasil

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) comparou nesta sexta-feira (1) a ação dos black blocs no Rio de Janeiro e em São Paulo a atos terroristas como os ataques suicidas, coordenados pela rede Al Qaeda as cidades norte-americanas em setembro de 2001. “Eles podem pegar um avião e atacar o Congresso Nacional. Não é mais difícil aqui. Eles são capazes de tudo”, afirmou. 

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Protesto de black blocs no vão livre do Masp

Para Simon, o governo demorou a adotar uma medida mais efetiva para estancar os protestos violentos.

Na quinta-feira (31), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo se reuniu com os secretários de Segurança de São Paulo, Fernando Grella e do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. No encontro ficou decidido que os órgãos de segurança federais e os governos dos dois estados farão um trabalho de inteligência focado nos abusos ocorridos em manifestações.

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“Finalmente”, avaliou Simon afirmando que o governo deveria ter se manifestado sobre o problema há três meses. “E por enquanto eles tiveram uma reunião para dizer que vão fazer. Ainda não fizeram nada”, criticou. O ministro da Justiça anunciou, no final da reunião com os secretários de segurança que o governo vai estudar e definir um protocolo único para que a polícia nos dois estados possam agir nestes casos.

Apoio

Pedro Simon disse ainda que os atos dos black blocs reduziram o apoio da sociedade às manifestações populares de 90% para 30% em quatro meses. Segundo ele, os protestos violentos intimidaram outras manifestações que poderiam estar ocorrendo nas últimas semanas. “Se não tivessem esses malandros nas ruas, a gurizada estaria protestando. A gente fica se perguntando o que está por trás dessa omissão da polícia”, afirmou.

Nas últimas manifestações ocorridas na capital fluminense e em São Paulo, os black blocs incendiaram e depredaram ônibus e prédios. No início de outubro o grupo jogou coquetéis-molotovs no consulado norte-americano no Rio e em São Paulo, incendiou dois caminhões e bloqueou a Rodovia Fernão Dias.

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