Manifestantes mascarados devem engrossar grupo que inclui petroleiros em greve e movimentos sociais; Exército protege local do leilão, marcado para as 14h de segunda

Manifestantes adeptos da estatégia black bloc preparam ato contra o leilão de  Libra  para a manhã desta segunda-feira (21) na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde acontece às 14h, o primeiro leilão do campo, do pré-sal da Bacia de Santos. Tropas do Exército estão posicionadas em frente ao local do leilão desde a meia-noite deste domingo (20). 

Conheça a nova home do Último Segundo

As tropas ocupam a faixa do litoral e as vias do entorno do Hotel Windsor Barra, no Posto 4 da Avenida Lúcio Costa, na zona oeste do Rio. Elas estão preparadas para agir em casos de manifestações - equipadas com escudos e armas não letais. 

Petroleiros em greve e pelos movimentos sociais que apoiam a paralisação, contrários ao leilão da camada do pré-sal, também convocaram protestos. Os petroleiros estão parados, por tempo indeterminado, desde quinta-feira (17).

Dilma: Campo de Libra pode arrecadar até R$ 700 bilhões em 35 anos

Lobão: Governo está convencido do sucesso do leilão de campo de Libra

Segurança: Detalhes do leilão podem ter sido alvo de espionagem

Os black blocs, grupos que se vestem de negro e usam máscaras contra gás, presentes em todas as manifestações, estão convocando pelas redes sociais para um ato unificado, a partir das 10h, entre a Ponte Lúcio Costa e a Praça do Ó. O texto diz que o lema do protesto é "Um milhão contra o leilão, a opressão e pela educação". Eles também estão marcando uma concentração, às 17h, na Candelária, para um ato ao longo da Avenida Rio Branco, com término na Cinelândia.

Protesto:  Manifestantes ocupam Ministério de Minas e Energia para pedir cancelamento do leilão do Campo de Libra

A segurança na região da Barra da Tijuca, conta com efetivo Exército, e reforço da Marinha, da Força Nacional e da Polícia Militar. A área de atuação das forças de segurança está delimitada pelas avenidas Lúcio Costa, Érico Verissímo, Armando Lombardi, Afonso Arinos de Melo Franco e o Canal de Marapendi.

A operação mobiliza ao todo cerca de 1.100 homens, entre militares e policiais federais e estaduais, policiais civis, guardas municipais e funcionários públicos. Em nota, o Comando Militar do Leste (CML) pede aos motoristas que evitem a região entre este domingo e segunda-feira, por conta das retenções no tráfego nas vias próximas ao hotel.

De acordo com o assessor de imprensa do CLM, coronel Roberto Itamar, "as coisas estão acontecendo progressivamente", com o efetivo total a ser empregado até o início da manhã desta segunda-feira. O comando das operações está a cargo do general Lundgren, coordenador do Centro de Operações do Comando Militar do Leste e pelo general Nolasco, comandante da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada no Rio de Janeiro.

*Com informações da Agência Brasil


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.